Alberto Salino - MTb 13.016
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Opinião do Gentil
Susep mantém silêncio
27 de outubro de 2015
Quando falamos em mudança de modelo para o DPVAT, ela tem quer ser ampla e para todos. Não pode e não deve ser para favorecer alguns de acordo com os seus interesses e até mesmo conveniência. Mas é o que está acontecendo neste instante na Seguradora Líder, com medidas que adotou logo depois do abalo sofrido ao vir ao conhecimento público o maior esquema de fraude já praticado contra o seguro obrigatório do trânsito ao longo de seus 40 anos de existência. A sujeira foi descoberta pela Polícia Federal e o Ministério Público de Minas Gerais, que ainda mantém o caso sob investigação, supondo inclusive existir a participação de membros do comando da Líder no mar de lama.
Pois é, a partir daí emanaram decisões no âmbito da Líder que, aparentemente, seriam para evitar a repetência de fraudes. Qual o quê! Vieram na verdade para favorecer os grandes grupos seguradores, que usam a Líder de escudo para manter seus interesses. Aliás, são medidas tomadas sem transparência, pois, antes, deveriam passar por amplo debate. E mais, submetidas à deliberação do órgão máximo, que é a Assembleia Geral, em uma convocação extraordinária.
Como isso não foi feito, cabem os seguintes questionamentos: “Que representação moral tem o comando da Líder para arvorar para si a centralização e posterior partilha, de todos os processos de sinistros, se recai sobre membros desse mesmo comando a suspeita da Polícia Federal de que eles participavam da organização criminosa que fraudava o DPVAT? Que representação moral tem o comando da Líder de alijar os corretores de seguros dos processos de sinistros sabendo que fortalecem a atuação dos atravessadores que exploram as vítimas do trânsito? Até quando?
No mínimo é estranho o silêncio da Susep, órgão federal responsável pela fiscalização do mercado de seguros, sobre tudo que está acontecendo com o DPVAT. Sequer veio a público, nem mesmo através de nota oficial, para informar a sociedade que medidas adotou para acompanhar o desdobramento da roubalheira no DPVAT. Ou simplesmente para dizer o que está fazendo. Se é que alguma providência foi tomada, pensando na preservação desse seguro de extraordinário alcance social.
Ora, é preciso dar um basta nesse estado de coisa. A descoberta das fraudes, em grande escala e conduzidas por uma organização sofisticada, complexa, não permite fingir que nada aconteceu. O Brasil está mudando e o DPVAT não pode ser peça destoante desse curso da história. Acreditamos que é possível, sim, a construção de um modelo para o DPVAT transparente, ético e democrático, na esfera decisória, administrativa e operacional.
Comentários
J\' Zib!28 de outubro de 2015
Enquanto não mudarem as sedes administrativas das Estatais e Autarquias (SUSEP, CVM...) do local que hoje estão (RJ); todos verão sempre o vilipêndio á questões prioritárias para o País e a corrupção, contida nestes orgãos. Mudança já !!!!
Alexandre Henrique Figueiredo27 de outubro de 2015
O mercado segurador é uma grande referência para transformar o Brasil em um país melhor. Precisamos gerar um DPVAT por contratação através dos corretores de seguros, como é feito com o seguro DPEM; será através do corretor que o DPVAT terá uma regulação de sinistro séria e com boa parte de seus problemas resolvidos.
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