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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Fraudes: quem paga a conta do prejuízo de 1,6 bilhão?
  04 de novembro de 2015

Assusta quando a gente vê o Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Federal estimarem que as fraudes no DPVAT giram em torno de 20% da receita, ou seja, do dinheiro que os proprietários de veículos pagam ao adquirir o seguro obrigatório do trânsito. No ano passado, eles gastaram R$ 8,455 bilhões para adquirir o produto, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Portanto, é possível supor, pela estimativa do MP e da PF, que os recursos que irrigaram os bolsos dos fraudadores superaram casa de R$ 1,6 bilhão no ano.

Não é uma quantia qualquer. Ainda considerando a estimativa do MP e da PF, significa que a receita subtraída do DPVAT ultrapassava, supostamente, R$ 133 milhões todos os meses. A cada dia os larápios levavam R$ 4,4 milhões, um dinheiro desviado para irrigar a organização criminosa com uma provável participação de gente do comando da Seguradora Líder. Tais indícios foram levantados nas investigações da PF e do MP desencadeadas em abril a partir das cidades de Montes Claro e Janaúba, em Minas Gerais.

É muito dinheiro e com pessoas importantes envolvidas. Agora é esperar que a PF e o MP terminem seu trabalho, a bom termo. Enquanto isso, a pergunta que não quer calar: Quem arca com o prejuízo causado pelos fraudadores? Creio que primeiramente é o cidadão, aquele que honra com a obrigação de pagar o DPVAT. Na outra ponta, todos os acionistas da Líder. Sendo assim, é preciso responsabilizar por tamanho prejuízo advindo do esquema das fraudes, que se estendeu por longo tempo sem que fosse estancado, mesmo com a diretoria da empresa alertada pelo MP para tais práticas criminosas.

A sangria não é pequena. Veja bem, PF e MP dizem que as perdas apuradas logo depois de deflagrada a operação Tempo de Despertar, que desbaratou a organização criminosa em abril, montavam a R$ 28 milhões, sendo que os primeiros levantamentos mostravam que as indenizações pagas indevidamente chegavam a R$ 25 milhões. E isso, muito provavelmente, é só uma mostra do tamanho do iceberg, descrito mais acima. Pois, segundo as investigações, a fraude está instalada no DPVAT com ramificações por todo o território nacional.

O prejuízo é absurdo e danoso, precisa ser responsabilizado e as coisas colocadas em seu lugar. Daí a importância da realização de uma Assembleia Geral Extraordinária da Líder para debater, entre outras questões urgentes, um novo modelo para o DPVAT. Mas, infelizmente, dentro da empresa articula-se para que não aconteça. Por quê?



Comentários


Adailton Jorge06 de novembro de 2015
Porque as grandes empresas seguradoras devem estar todas envolvidas e lucrando com isso...é conchavo de cachorro grande e não duvido que de muitos políticos também. Todo mundo mamando as custas do cidadão que, pra variar, vai pagar essa conta!

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