Alberto Salino - MTb 13.016
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‘Monopólio não é bom em qualquer atividade’
04 de novembro de 2015
Um novo modelo para o DPVAT é assunto que sempre gera polêmica e debates, uns são contra outros a favor da manutenção do monopólio. Certo é que diante da crise que o seguro obrigatório do trânsito está mergulhado, mudanças são necessárias, ao menos para corrigir rumos. O corretor e gestor da gaúcha Sustentare Corretora e Administradora de Seguros, Marcos Stock Trevisan, por exemplo, é enfático: “Monopólio não é bom em qualquer tipo de atividade”, aponta.
Embora admita que sobre o caso específico do DPVAT não tenha feito uma análise acurada, ele de qualquer forma se revela convencido de que a desmonopolização pode ser uma via facilitadora para resolver os problemas que o seguro obrigatório enfrenta na atualidade.
Trevisan também é favorável à formulação de incentivos à participação do corretor de seguros nos processos administrativos de sinistros DPVAT. Manifesta-se, portanto, contra qualquer restrição que vai de encontro a essa lógica, pois o corretor é o canal facilitador mais capacitado para exercer tal tarefa. Marcos diz não entender o propósito de decisões que venham a dificultar o trabalho do corretor, como a inclinação da Líder por proibir que ele faça mais de 30 atendimentos a segurados por mês. Se a decisão for por aí, “será um grande ato de desestímulo aos corretores especializados ou àqueles que pretendem se especializar nessa área”.
“É preciso incentivar para que o corretor possa se desenvolver”, emenda, para quem o incentivo passa pela remuneração do trabalho, que precisa ser melhorada. “Hoje é muito baixa”, critica. Julga importante ainda, como parte de um programa de incentivo, que a Líder lance campanhas institucionais abordando o trâmite dos processos administrativos também via corretor de seguros. Segundo ele, a divulgação abrirá caminho para o segurado também procurá-lo como canal de resolução à sua busca pela indenização. Aliás, esse trâmite das informações e formulários, para Marcos Trevisan, ganharia rapidez com o uso da tecnologia. “Pelos meios eletrônicos, encurta-se tempo e reduz-se custos”, sustenta Trevisan.
Ele considera um erro abrir ainda mais espaço para os atravessadores, o que acredita que acontecerá se o corretor for afastado do seguro obrigatório do trânsito. Medidas restritivas, sabe-se de pronto, segundo ele, que são desestimulantes. A imposição de cotas de atendimento mensais, na avaliação dele, enclausura o profissional e o efeito será a perda de interesse pelo DPVAT. “A medida, sem dúvida, é de incentivo ao atravessador, que trabalha em troca de uma parte da indenização da vítima do trânsito”, conclui Marcos Trevisan.
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