Alberto Salino - MTb 13.016
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Ao corretor a punição, ao atravessador caminho livre
08 de dezembro de 2015
“Estou horrorizada com tudo que está acontecendo com o DPVAT na atualidade”, desabafa a corretora Avilânia Caetano, sócia e gerente de Negócios da cearense Ramadais Corretora de Seguros. Ela aponta as razões de tanto desalento citando as fraudes periódicas praticadas contra esse seguro obrigatório, a corrupção e a interminável ação de intermediários na extorsão às vítimas do trânsito. “São tantas coisas erradas, uma tristeza!”, emenda.
Para ela, o disparate maior é que grande parte do mal que acomete hoje o DPVAT vem dos atravessadores. E, na opinião dela, nenhuma medida é tomada para conter essas pessoas, muitas delas advogados. “Agora, pensar em restringir a participação do corretor de seguros nos processos administrativos de sinistros do DPVAT, nisso a Líder pensa. Gente, é um absurdo”, revolta-se, alegando que qualquer medida nesse sentido é o mesmo que dar incentivo justamente ao intermediário. E mais: “Em muitas das fraudes descobertas, lá estão eles envolvidos. Portanto, incentiva-se também a falcatrua”, denuncia.
Avilânia Caetano faz questão de mencionar que o corretor de seguros é o profissional habilitado, capacitado, que não cobra pelo serviço no DPVAT, e, se errar, está sujeito à punição. “Agora, pergunto: Quem pune o advogado, o atravessador?”. E como se isso não fosse muito, volta a indagar: “Quem é o representante legal do segurado junto à seguradora? Ora, é o corretor. Então, como pode a Líder querer afastá-lo do processo?”
Enquanto o pensamento predominante na Líder é o de frear o corretor, o que ela diz ver prosperando “é uma verdadeira máquina de fazer dinheiro”. Ela lembra que os intermediários – muitos advogados, como já ressaltara –, cobram 20%, 30% da vítima, “fora outras coisas”. Ela relata ainda que em Fortaleza (onde atua) eles abordam a vítima nos hospitais, como deve ser em outras cidades do País.
Avilânia Caetano não crê que os Correios sejam uma solução adequada para fazer fluir os pedidos de indenização no País. “Lá não tem gente preparada para isso. Volta muita coisa, o que faz o processo demorar ainda mais até o desfecho”, assinala. Na sua corretora, onde o pessoal é capacitado e sabe orientar, diz ela que às vezes encontra certa dificuldade para resolver algumas dúvidas. “Imagine nos Correios”.
Para ela, todos corretores de seguros deveriam envolver-se, menos ou mais, nos processos de sinistros DPVAT. Mas dentro de uma política de incentivo a esse trabalho, que, na opinião dela, passa por uma melhoria na remuneração, em mais treinamento e mais celeridade na tramitação dos pedidos de indenização. “Os corretores de seguros precisam ser motivados, valorizados e ter mais seguradoras comprometidas com o processo de regulação de sinistros”, sugere Avilânia Caetano.
Comentários
Guilherme08 de dezembro de 2015
Sim, a Lider prioriza tudo menos o corretor.
VENTURA08 de dezembro de 2015
Como dado informações pelo SINCOR este tipo atendimento é gratuito á seguradora responsável a mesma pode ir junto a OAB NACIONAL institucionalizar este serviço qualquer desses profissionais terá que informar nº ordem e região ai
sim as famílias mais simples não terão seus direito garantido.
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