Alberto Salino - MTb 13.016
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Mudança societária para contornar irregularidade
08 de dezembro de 2015
Em meio a um momento tão delicado, empresa de perícia médica contratada pela Seguradora Líder, a Saudeseg Sistemas de Saúde, fez mudança societária às pressas. Sim, é verdade, fez às claras. Mas não tão claras são as razões que levaram à mudança societária repentina. Digo em meio a um momento tão delicado porque o DPVAT é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, motivadas por um esquema de fraude de grandes proporções que veio à tona na Operação Tempo de Despertar.
E isso sem falar na Operação Assepsia, que resultou em processo que investiga esquema de contratos fraudulentos para gerir Unidades de Pronto Atendimento no Rio Grande do Norte, processo em que a Salec & Gonçalves – Consultoria, Auditoria, Pericia em Análise de Sinistros, então uma das sócias da Saudeseg, está entre as denunciadas, na pessoa de Vicente Semi Assan Salek.
Pois é, até agosto, a Saudeseg tinha uma intrigada composição societária, que mudou mais à frente. Saíram do controle do capital a MSA Serviços de Processamento de Dados, que tinha como representante legal Vicente Semi Assan Salek, e a Aton Construções, que tinha como representante legal Cristiano de Petribu Bivar, segundo dados da Receita Federal de novembro último.
Veja bem. A MSA, que está na mira da MP do Rio Grande do Norte, é controlada, ao lado de Marcia Cristina Martins Salec, por Vicente Semi Assan Salek, o mesmo que controla a Salec, que também presta serviço de perícia médica para a Seguradora Líder. Já a Aton, a outra acionista que deixou a Saudeseg, é controlada por Cristiano e Luciano de Petribu Bivar, filhos de Sergio de Petribu Bivar, diretor da Excelsior, ainda segundo informações da Receita Federal. Portanto, não é difícil perceber que esse emaranhado de acionistas tem ligações entre si, que a reformulação societária da Saudeseg tenta contornar.
Assim, sob a benção da Líder observa-se que gira uma rede de interesses no DPVAT interligados e nada é feito. A Líder não toma providências e, muito menos, a Superintendência de Seguros Privado (Susep). Eles, ao que parece, nada veem. A Saudeseg muda a composição societária e continua prestando serviço à Líder normalmente, como se nada de errado houvesse. Acontece que os serviços de perícias médicas foram contratados de forma ilegal e com indício de favorecimento, já que em tais prestadoras têm representantes de empresas acionistas da Líder com assento em órgãos de comando e decisão da própria Líder.
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