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Correios, faca de dois gumes
28 de julho de 2015
O atendimento às vítimas do trânsito pelas agências dos Correios é uma faca de dois gumes, na opinião do sócio-proprietário da Compagno Seguros, Gustavo Frattini (foto), para quem a medida aumenta a abrangência, mas deixa a desejar na medida em que os funcionários não são devidamente treinados para lidar com os processos de sinistros. Para tirar os Correios desse dilema, ele diz que é necessário investir na mão de obra, de modo a possibilitar que o canal ajude o segurado nas pequenas cidades, onde falta locais de atendimento. Hoje, na avaliação dele, os Correios não passam de um ponto em que a pessoa apenas abre a solicitação da indenização, mas que é algo que acrescenta para a população. E reitera que em muitas cidades o atendimento era falho ou escasso. “Terceiros acabavam cuidando do assunto, onde muitos cobravam pelo ‘serviço’ até 50% dos valores das coberturas”, diz o corretor da Compagno. Para evitar que o segurado seja presa fácil desses atravessadores, campanhas institucionais podem ajudar. “As campanhas deveriam ser feitas com maior ênfase, pois a maioria das pessoas não sabe como funciona o DPVAT e para que serve”, sugere. Segundo ele, muitos corretores de seguros, em diversos casos, quando prospecta clientes, encontra aqueles que declaram já possuir seguro de cobertura compreensiva alegando que é o DPVAT. Outros – emenda – consideram que é apenas uma taxa obrigatória que não serve para nada. “Ou seja, falta conhecimento sobre o assunto”, aponta Frattini. Gustavo Frattini reforça a necessidade do investimento em marketing, direcionado e explicativo, para que o DPVAT seja melhor avaliado pela sociedade. “Vejo comerciais de televisão sobre o DPVAT em horários em que a maioria dos proprietários de carros estão trabalhando, além do próprio comercial não mencionar todos os benefícios e para que serve o seguro obrigatório”, critica. Para ele, existem diversas formas de abordar as pessoas para explicar as funcionalidades do DPVAT, através de cartas, e-mails, telefonemas etc. “Porém o marketing precisa ser bem elaborado para chamar a atenção da pessoa para um assunto que é desconhecido ou conhecido como ‘imposto’”, conclui Gustavo Frattini.
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