Alberto Salino - MTb 13.016
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"Sincors deveriam se opor, protestar"
18 de agosto de 2015
Os Sincors deveriam manifestar-se contrários à medida da Líder que limita o trabalho de corretores no DPVAT, ao invés de optarem pelo silêncio. A opinião é do corretor Paulo Roberto Teixeira Martins, responsável pela Serra Líder Corretora de Seguros, sediada na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A mesma grita, ainda na opinião dele, deveriam fazer as seguradoras que de fato operam com o DPVAT, também prejudicadas pela medida que dá poder à Líder de concentrar os sinistros para posterior distribuição entre as consorciadas, segundo critérios quantitativos de processos liquidados e produção, o que favorece os grandes grupos.
Paulo Roberto Martins diz que os Sincors não podem se ausentar diante de uma situação que vai claramente de encontro aos corretores. O fato da medida da Líder não atingir, ainda, os sindicatos, no seu trabalho com o DPVAT, não justifica a omissão, já que sua função é de desfasa da categoria como um todo. “Nós, corretores, deveríamos ter estímulos à inclusão nos processos administrativos de sinistros DPVAT e não à exclusão, como o que está sendo feito”, critica. E é contra essa exclusão que os Sincors deveriam se opor, protestar, segundo ele. “A medida é um absurdo”, acrescenta, certo de que o atravessador é quem sairá ganhando.
As seguradoras que investiram, montaram uma estrutura, qualificaram pessoal para atender as vítimas do trânsito, para Paulo Martins, também perdem, e muito. “Investem, para depois terem limitadas as suas operações? Está errado!”, brada ele, acrescentando:
“Certamente ninguém terá vontade de trabalhar tendo que dividir com quem não faz nada. É aí que mora o perigo. Com a falta de pontos de atendimentos, de corretores e seguradoras que hoje operam com esse sistema, os atravessadores vão se glorificar e tomarão conta do mercado. Esperem e verão quem está com a razão.”
Sobre os grandes grupos, Paulo Martins indaga: “Será que seus dirigentes não enxergam este grave e contundente absurdo que se cometerá contra quem se propôs a trabalhar e criar estruturas para as regulações (de sinistros)? Quem pagará os honorários corretos aos corretores, a nós que nos dispusemos também a realizar atendimentos (às vítimas do trânsito) e criamos estruturas físicas e com pessoal capacitado, livrando do processo atravessadores?”
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