Alberto Salino - MTb 13.016
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Opinião do Gentil
Aos corretores, falta política de incentivos
18 de agosto de 2015
Ao invés de medidas impostas que limitam o trabalho do corretor de seguros, pense bem, qual seria a melhor maneira de atender as vítimas de trânsito Brasil afora? Para a Gente Seguradora não há hesitação, as melhores soluções estão dentro do próprio mercado segurador. Não fora, como o propalado projeto Correios da Líder. Lá, entram documentos nos envelopes e voltam novas exigências. Lá, entram documentos nos envelopes e somem no meio do caminho. Enquanto isso, ao prazo de pagamento da indenização, que não é curto, soma-se a dilação, e mais demora. Ao segurado, a grande maioria gente humilde sem voz, sem rosto, resta apenas o martírio da espera. Pior: desassistido.
Ao invés de medidas impostas que limitam o trabalho do corretor de seguros, por que a Líder não implanta uma política séria – não pró-forma – de incentivos à categoria? A começar pela remuneração compatível com o trabalho, um trabalho qualificado, que de fato dá assistência às vítimas do trânsito. Achar que a coisa não é trabalhosa é desconhecer a realidade do DPVAT. O reembolso da DAMS é muitas vezes tarefa muito árdua a cumprir, como a da invalidez.
Além disso, o corretor fica exposto ao humor do beneficiário, que volta e meia perde a paciência, cria escândalo, nervoso com exigências e mais exigências de documentos, com o tempo de espera para receber a indenização, ou com o valor. E isso nas dependências da corretora, o que causa estresse e desgaste, não raro, na presença de outros clientes. Uma remuneração digna tem tudo a ver com o bom atendimento, que só o corretor está preparado para oferecer.
Uma política de incentivo passa pela distribuição de material publicitário periodicamente, sem custo para o corretor, para que ele dissemine o DPVAT em sua comunidade, nos hospitais, nas delegacias policiais, entre outros locais, prontificando-se a dar entrada nos pedidos de indenização gratuitamente, como deve ser.
Uma política de incentivo ao corretor pressupõe subsidiar a realização de cursos de capacitação de pessoal, de atendimento, para que o DPVAT, quando acionado, seja reconhecido como um produto de excelência. E não um mero seguro obrigatório, um “imposto”.
Uma política de incentivo ao corretor passa pelo apoio técnico, ágil e preciso, descentralizado, com suporte nas seguradoras consorciadas.
Uma política de incentivo ao canal corretor requer também um trabalho incansável de convencimento, e de campo, através de reuniões em grupo, no corpo a corpo, para atrair o profissional para o DPVAT. É preciso agir, dizer não à acomodação, ao conforto do escritório, à tecnologia como solução única para tudo isso. Tal ação, digamos assim, in loco, deve visar ainda o corretor iniciante, ou em formação. Com uma remuneração condizente, ele pode começar sua carreira com as despesas pagas com o atendimento ao DPVAT, e a partir daí potencializar a sua produção.
Ao lado das seguradoras que realmente trabalham, o corretor de seguros é solução, não problema no DPVAT, pois está de corpo presente em praticamente todas as cidades do Brasil, sem falar da sua capacidade e preparo. Enquanto isso, a política que vigora parece míope, incentiva, na verdade, o atravessador, apesar dos discursos em contrário da Líder. Todos conhecem o mal que a atuação dos atravessadores faz às vítimas do trânsito, explorando-as, além de adensar a judicialização do seguro. Mas é o seu espaço que cresce, em detrimento do corretor de seguros.
Comentários
José de Tella filho20 de agosto de 2015
O Sr. Antonio Carlos Rosa, foi muito feliz no seu comentário.
O que falta é a Seguradora ( se é que podemos chamar de Seguradora ) clareza nas normas. As coberturas em caso de vitima não fatal, a mesma reembolsa atraves da tabela SUS. Que eu saiba chama Seguro Obrigatório e não Plano de Saúde.
Entrei com recibos do meu Segurado ( sem cobrar um centavo) valor aproximado de R$ 2.687,00 e o mesmo recebeu R$ 957,00. Com certeza os \" intermediarios \" orienta a vitima a entregar valores maiores ( acho que até arruma ) e a vitima recebe a totalidade. E o \' intermediario \" recebe 20 a 30 %.
Se é Seguro, basta apresentar o valor gasto e se reembolsa até o valor estipulado.
Além dos funcionarios atenderem mal, com prepotencia e sem contar a fortuna que é recebido pela Seguradora e os \" amigos do Rei \" como os Sincors.
Será que a Seguradora tem coragem de informar o quanro arrecada, qto. é repassado para o Sincor, etc... e qto é gasto em reeembolso e indenização.
CHEGA DE MONOPÓLIO. queremos clareza, profissionalismo e transparencia.
ANTONIO CARLOS ROSA19 de agosto de 2015
Com 44 anos de profissão, posso afirmar( e se necessário provar): O incentivo está sendo dado ao intermediário( atravessador) não sujeito a leis e regulamentos!
Edu Machado19 de agosto de 2015
A solução seria acabar com esse monopólio da Seguradora líder. Talvez, unir o máximo de seguradoras e corretores para que juntos possam entrar com uma ação judicial contra os absurdos impostos por essa seguradora líder.
Paulo Martins18 de agosto de 2015
Será que a Lider DPVAT estaria na posição que se encontra hoje sem o trabalho de Seguradoras e Corretores parceiros que se despuseram a regular processos DPVAT ? Quantos processos regulados por seguradoras e Corretores Parceiros tiveram problemas ? Outro canal via Correios é eficiente ? O que vocês querem realmente do mercado Srª Lider ? Retroceder, dar chance ao bandido ( atravessador). Sem estímulo, ninguém trabalha. Se querem limitar nrs de processos que seja para todos. Vocês irão fazer isso ? Não deixe ninguém pensar que exista coisa escondida por trás destas atitudes, sejam transparentes e provem que vocês estão com a razão. Acho isto muito difícil. Por que ao invés de se querer acabar com atendimentos de profissionais qualificados, demonstre para as outras seguradoras que fazem parte do consórcio que vale a pena este investimento. Quando recebemos pessoas para darem entrada em seus processos, procuramos da melhor maneira possível ajudar, sempre com clareza e educação para não causar mais dessabores, muitas das vezes de pessoas que perderam um ente querido ou ficaram em condição de pessoa especial pro resto da vida. Neste momento temos que ter sobriedade, agir com carinho e ajudar, demonstrando todo nosso profissionalismo. Dona Lider, isso não basta ou querem que estas pessoas sejam induzidas a procurar atravessadores que vira e mexe aprontam em cima de vocês com fraudes diversas e nem sempre são identificadas, causando enormes prejuízos a vocês. Tem hora que a vontade não pode ser maior que a razão. Em time que ganha, não se mexe. Deve sempre procurar o melhor para continuar sempre um vencedor. De chance realmente em quem quer trabalhar e ajudar a este País a sair deste atoleiro, não com essas medidas que vocês querem impor.
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