Alberto Salino - MTb 13.016
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Opinião do Gentil
Grandes seguradoras só atendem 3,7% das vítimas de trânsito
25 de agosto de 2015
O levantamento da Líder sobre a quantidade de processos administrativos de sinistros DPVAT mostra, claramente, que as grandes seguradoras (grupos) cuidam muito pouco dos brasileiros acidentados nas vias e estradas brasileiras. Embora disponham de uma vasta estrutura espalhada pelo País, não a coloca para auxiliar as vítimas do trânsito, ou seus beneficiários, ou para apoiar seus corretores de seguros parceiros também na empreitada do seguro obrigatório do trânsito, que não custa lembrar, tem forte teor social.
Afinal, não podemos esquecer que o Brasil é uma das nações campeãs em acidentes automobilísticos. Senão vejamos. Só no ano passado, tombaram no asfalto mais de 760 mil vidas, entre mortos, inválidos e feridos. O dado é da própria Líder. No primeiro semestre deste ano, o número já supera 340 mil brasileiros abatidos no trânsito. O quadro é alarmante. É muita gente a espera de ser atendida pelo DPVAT, em busca de um direito: a reparação financeira, embora aquém das necessidades que a situação exige. A “corrida” ao DPVAT não é mesmo pequena. São em média 2.800 pessoas buscando diariamente (dias úteis) um ponto de atendimento para dar entrada ao pedido de indenização no País.
Diante desse quadro inquietante, os números da Líder mostram que as grandes seguradoras fizeram a opção de manterem-se fora dessa realidade. Veja o que os números relativos ao primeiro semestre do ano dizem: Só 3,7% das vítimas de trânsito foram atendidas por grandes seguradoras (grupos) do País – não mais que oito –, dentro do universo de 292.052 pessoas que tiveram processos administrativos abertos e encerrados com o sinistro pago nos seis meses iniciais do ano, excluídos os casos atribuídos à Líder. Portanto, são as pequenas seguradoras que fazem o serviço, ou seja, o atendimento às vítimas, em 96,3% das vezes.
E as pequenas desempenham bem essa tarefa, uma tarefa para a qual, aliás, como visto acima, as grandes companhias não são obrigadas a realizar. O que está fora da ordem é elas ganharem sem trabalhar, como ocorre hoje. Que o ganho delas seja apenas sobre os 3,7% dos atendimentos que fazem. Como não bastasse esse modelo de favorecimento, a Líder ainda decide por estabelecer medidas que penalizam as pequenas seguradoras no atendimento ao segurado. É clarividente que a linha de ação está no caminho errado, o que impõe a necessidade de mudanças no modelo do DPVAT, tendo como pilar o respeito à livre concorrência.
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