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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 “Que digo à vítima, volte no mês seguinte?”
  25 de agosto de 2015

Limitar a participação dos corretores de seguros nos processos de sinistros DPVAT – a 30 atendimentos mensais – restrição com data marcada para começar em março do ano que vem, cria uma situação, no mínimo, complicada, na avaliação de Eric de Carli (foto), regulador de sinistros da gaúcha Fidúcia Corretora de Seguros. A vigorar o ato da Líder, uma decisão já oficialmente tomada, ele questiona: O que faz uma corretora focada no seguro obrigatório que alcança a cota no meio do mês e recebe, nos demais dias, mais vítimas do trânsito? E acrescenta: “Digo a elas que cumpro uma cota de atendimento cujo limite já foi esgotado e que voltem no primeiro dia do mês seguinte?”. Isso, para ele, amarra o corretor e pode gerar desconfiança de quem precisa do seguro.

A medida é um desestímulo à colaboração do corretor de seguros no DPVAT e quem mais perderá é o segurado, na opinião do especialista. “Minha visão quanto à restrição das corretoras no DPVAT está mais direcionada para a pessoa que precisa de atendimento ao sofrer um acidente de trânsito”, diz, reiterando que o dano maior causado pela medida recairá sobre a vítima de acidente ou seu beneficiário. “Não consigo ver com que propósito ela foi tomada”, emenda.

Eric de Carli reforça que o sistema de cota é de fato desmotivador. Na sua avaliação, o interessante é a implantação de incentivos para que os corretores tenham participação ativa nos processos administrativos de sinistro DPVAT. O inverso, segundo ele, é seguir um caminho de incertezas. “A solução está no incentivo, para que mais corretores ingressem no sistema”, aponta. Nesse campo, ele defende, por exemplo, que o atendimento seja melhor remunerado e que haja apoio técnico mais estruturado. O corretor, na sua avaliação, é o canal mais capacitado e adequado para o DPVAT, em relação a outros meios, até porque é o único que faz o acompanhamento dos processos de sinistros de seus clientes.



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