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Medida da Líder ‘é um tiro no pé’
29 de setembro de 2015
A decisão da Líder de limitar a atuação dos corretores de seguros nos processos administrativos de sinistro DPVAT, a 30 atendimento por mês a partir de março do ano que vem, tem deixado muitos profissionais pasmos. Em conversa com o @GenteDPVAT, o sócio-gerente da Galimberti Administradora e Corretora de Seguros, Miguel Antonio Galimberti, por exemplo, se diz surpreendido com tal decisão.
Para ele, é iniciativa sem sentido. “Não sei onde eles querem chegar”, diz Miguel Antonio, ainda incerto sobre o propósito da medida, para em seguida emendar, referindo-se à Líder. “É um tiro no pé”. E alimenta a certeza de que a medida afastará mais o corretor do DPVAT, que o deixará de lado, talvez definitivamente, para direcionar esforços apenas para os ramos lucrativos. Juga lastimável ver o seguro obrigatório seguir nessa direção, pois quanto mais canais de atendimento, melhor para a vítima de trânsito. “A restrição só a prejudica”, comenta.
Nessa linha de quanto mais opções, melhor, ele vê como positiva até mesmo a atuação dos Correios. O DPVAT, pelo papel social que desempenha, segundo ele, deve ser analisado também sob a perspectiva do segurado, e não só sob o aspecto mercadológico. O problema, na opinião do corretor responsável pela Galimberti Seguros, é que, nas lojas dos Correios, o atendimento é falho. Limita-se ao despacho dos documentos, sem saber ao certo se estão completos e corretos, o que pode gerar mais demora no pagamento da indenização.
Agora, não há dúvida para ele, que o corretor de seguros é o melhor canal de atendimento às vítimas do trânsito. “É o único gabaritado na prestação de um serviço que é técnico, para auxiliar e orientar a vítima de acidente, o que não se verifica em outros canais de atendimento”, sustenta Miguel Antonio.
O sistema não pode prescindir do corretor de seguros, com a sua capacitação para realizar um atendimento de qualidade – na opinião de Miguel Antonio. A vingar a medida que limita sua atuação, ele não hesita em afirmar que a Líder abre ainda mais espaço para o avanço dos intermediários no DPVAT. “Eles serão os beneficiados, se o nosso trabalho for mesmo restringido. Os atravessadores estão sempre à espreita”, destaca. E lembra que a intermediação tem foco no lucro, cobra preço alto pelo atendimento à vítima do trânsito, ou a seu familiar, ao contrário do corretor, que oferece o serviço sem custo.
Comentários
bruno30 de setembro de 2015
Corretor è quem tem SUSEP !!
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