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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Desafiador é instituir uma política de incentivo
  06 de outubro de 2015

O desafio maior é criar medidas de incentivo e aproveitamento de um profissional especializado e capacitado, que está pronto para operar nos processos administrativos de sinistro DPVAT. A opinião é do diretor-geral da mineira Roda-Seguro Corretora de Seguros e Serviços, Roberto Dayrell da Cunha Pereira (foto), feita ao se referir ao indispensável apoio que o corretor de seguros precisa ter para operar nessa área. Atrapalhar e coibir, para ele, parece que é tarefa fácil, “como a pretensão da Líder de estabelecer cota de atendimento (30 ao mês) para o corretor”, medida que considera “absurda”.

Roberto Dayrell diz que não há profissional tecnicamente melhor preparado que o corretor para atuar no DPVAT, na orientação à vítima de acidente de trânsito. “Suporte técnico, divulgação na mídia, remuneração adequada e apoio total”, propõe como sendo as premissas básicas para a montagem de uma política de valorização do corretor no DPVAT. A imposição de restrição ao trabalho, ao contrário, segundo ele, é um despropósito e uma interferência da Líder de difícil compreensão. Para ele, quem cabe decidir se deve operar ou não no DPVAT é o próprio corretor. Afinal, segundo ele, é o profissional habilitado no sistema de seguros.

Ele não vê a quebra do monopólio como solução para o DPVAT, prefere a manutenção do sistema em vigor. Seu temor é que se repita uma prática danosa do passado: a concorrência predatória no modelo de livre comercialização, com pagamento de comissão de até 50% do prêmio.

Dayrell chama a atenção, contudo, para o cenário vigente, que qualifica de crítico: – O atendimento à vítima do trânsito não é simples, dá trabalho, requer tempo e investimento, tem custo e o retorno é praticamente nulo. E prossegue destacando que as pessoas desconhecem o DPVAT, e quando precisam dele o caminho é árduo para obter a indenização, uma indenização que é ínfima, baixíssima, congelada há cerca de 10 anos.

Aliás, ele julga a defasagem dos valores das coberturas como sendo o maior erro na atualidade imposto ao seguro obrigatório, um seguro que, por isso, está virando pó, perdendo o sentido de existir. Para ele, não há dúvida de que as pessoas dariam mais importância ao DPVAT caso os capitais segurados fossem realistas, recomposição que por si só teria um forte efeito disseminador do seguro junto à população.

Em meio a um cenário que não é nada animador, ele entende que fechar as portas para um canal de atendimento qualificado é o mesmo que escancarar as portas, de vez, para o atravessador, que é movido a ganância, e para as lojas dos Correios, onde os funcionários nada sabem sobre o seguro. A prevalecer essa linha de conduta, Roberto Dayrell argumenta que a saída do segurado será optar por uma ou outra das duas alternativas nada favoráveis a ele.



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