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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Monopólio é causa dos males no DPVAT
  14 de outubro de 2015

O corretor Douglas Kantoviscki, sócio-proprietário da catarinense Kantoviscki Corretora e Administradora de Seguros, vê o monopólio como causa dos males que aflige o DPVAT na atualidade. Para ele, o monopólio sempre será um obstáculo à implantação de um sistema de atendimento de excelência ao segurado. Ele indica que só a concorrência é capaz de criar as condições para que o seguro obrigatório chegue a esse requinte. “O modelo atual não contribui para uma melhora, em todos os sentidos”, sustenta.

A tendência, inclusive, é de piora, se vingar a decisão da Seguradora Líder de concentrar todos os processos administrativos de sinistros DPVAT, para posterior redistribuição entre as consorciadas de acordo com critérios que tendem a beneficiar os grandes grupos. É o que pensa Douglas Kantoviscki, que considera a medida um risco, pois acabará centralizando a maioria dos processos nas mãos de poucas seguradoras. Para ele, o ideal é que permaneça a sistema atual, pois permite que haja uma concorrência entre consorciadas na captação dos processos de sinistros.

Kantoviscki acredita que tolher a liberdade existente no lado da sinistralidade também é uma ameaça à busca de um atendimento de qualidade. Isso porque, na opinião dele, essa busca pressupõe investimento em estrutura, equipamento, informática e em mão de obra especializada.

O atendimento do seguro, que hoje para ele já é precário, tem futuro ainda mais incerto e nada animador, a prevalecer o movimento pró afastamento do corretor do DPVAT, traduzido na medida, a vigorar a partir e março de 2016, que estabelece cota de atendimento às vítimas de acidente de trânsito, de no máximo 30 ao mês. De acordo com ele, será difícil cobrir os custos envolvidos na operação estabelecendo-se limitação ao atendimento. “A medida é péssima para a categoria dos corretores”, critica, acrescentando que aqueles que se dedicam ao ramo se sentirão desestimulados.

Ele sustenta que o atendimento do corretor de seguros é muito superior ao oferecido nas agências dos Correios, onde a preocupação é apenas com o despacho de documentos. “Já tivemos casos aqui na corretora de termos que refazer todo o trabalho do processo, que, inicialmente, as pessoas deram entrada nos Correios”, atesta Douglas Kantoviscki, para quem não basta recolher e conferir documentos. Mais que isso, é preciso explicar, bem explicado, todo os procedimentos técnicos contidos no processo DPVAT. Segundo ele, é preciso atentar também para o seguinte fato: os funcionários dos Correios não têm interesse em ajudar as vítimas do trânsito, até porque não há tempo para isso devido ao grande fluxo de pessoas a espera de atendimento nas agências, diariamente.

Sem o corretor, o segurado fica entre a espada (o intermediário) e a parede (o serviço desqualificado nos Correios). A situação, na opinião dele, é lamentável, pois a melhor alternativa é o corretor – profissional habilitado e capacitado que oferece o serviço de orientação e auxílio ao segurado sem cobrar nada. Sem ele, Kantoviscki acredita que o atravessador vai ampliar ainda mais o seu espaço, cobrando muito caro da vítima que busca a indenização do seguro.

Em vez de enfraquecer a participação do corretor no DPVAT, Douglas Kantoviscki considera aconselhável a Líder implantar um programa que incentive a categoria a dedicar-se mais efetivamente aos processos administrativos de sinistro DPVAT. Ele defende que seja uma política que contemple uma remuneração justa e adequada a um trabalho que exige investimento e gera custos permanentes. O contrário disso só contribui para que o corretor desista de vez de operar no DPVAT, segundo conclui o sócio da corretora Kantoviscki Seguros.



Comentários


Estela Dpvat 21 de outubro de 2015
Aqui no Sul do Estado RGS tbm... processos com lesão grave, polifraturas, negado por ausência de sequela acreditem!

Aldo Antonio da Silveira20 de outubro de 2015
AQUI NO NORTE DO ESTADO DO PIAUI EU VIVO REFAZENDO PROCESSOS QUE FORAM DADO ENTRADA PELOS CORREIOS, NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES A PESSOA TEM UMA LESÃO GRAVE PODENDO DAR ENTRADA POR INVALIDEZ PARCIAL, E OS CORREIOS DÃO ENTRADA POR DAMS.

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