Alberto Salino - MTb 13.016
Notícias
Editorial
A PwC Brasil e os caminhos da Tempo de Despertar
19 de abril de 2016
A preocupação com possíveis efeitos danosos decorrentes de atos ilícitos praticados contra o DPVAT, que resultam em desvios anuais da ordem de R$ 1,8 bilhão, segundo estimativa da Promotoria Pública de Minas Gerais (PPMG), levou a Gente Seguradora a endereçar à PricewaterhouseCoopers (PwC Brasil) a série de documentos que entregou nas Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária da Seguradora Líder, realizada em março último.
Afinal, a empresa audita as contas da Líder. Veja bem, são documentos, diga-se de passagem, colhidos junto à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Como são denúncias sérias, a Gente Seguradora considera que a situação exige, já há muito tempo, ações enérgicas para conter a sangria e estancar as irregularidades que se referem as investigações da PF e do MPMG, instituições que deflagraram a Operação Tempo de Despertar.
Como auditoria independente, a PwC Brasil não pode, portanto, desconhecer ou desconsiderar as informações em referência. Pelo sim, pelo não, agora o conteúdo é de seu conhecimento. À matéria, soma-se a Fiscalização Especial instaurada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) através do processo nº 15.414.001406/2015-18, bem como a documentação oficial relativa ao pedido de investigação de diretores e conselheiros da Líder.
Numa investigação exemplar, a PF grampeou telefonemas e mapeou as conexões da chamada organização criminosa que investiu contra os cofres do DPVAT. A denúncia dos promotores expôs a montagem dessa operação, na qual os promotores levantam indícios de participação da Líder.
Pode ser ou não. A conclusão depende das investigações. Mas, em meio a essa seara, chama a atenção a flagrante divergência que surge quando confrontados os sinistros liquidados pela Líder com os registros no Sistema Único de Saúde do Brasil (Datasus), assim como a significativa evolução nos processos judiciais do DPVAT. Tal relação não se reflete diretamente no número de indenizações por morte, que sofreu queda de 10,16%, enquanto nos casos de indenizações pagas por invalidez observou-se um aumento desproporcional de 148,47%.
Essa discrepância foi evidenciada depois de analisadas as estatísticas da Líder, entre 2011 e 2015, referentes à quantidade de indenizações pagas, a sua evolução na cobertura de invalidez e os lançamentos no sistema de informática do Ministério da Saúde, embora os dados do seguro sejam classificados pela data de pagamento e os demais pela data de ocorrência.
O fato é que há uma correlação de conflitos nesses números, mas não enseja uma assertiva definitiva, pois é complicado compreender e confiar em variações sem informações complementares para serem explicadas. São informações que provavelmente a PwC Brasil dispõe e as quais a Gente Seguradora solicitou, além de ter feito o encaminhamento da farta documentação apresentada nas Assembleias Gerais da Líder, que a auditoria acusou recebimento.
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