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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Centralização de sinistros é vista com desconfiança
  02 de fevereiro de 2016

Assim como é absurda qualquer tentativa de limitar a participação do corretor no DPVAT, é absurda a decisão de centralizar os processos de sinistros na Seguradora Líder, para, em seguida, redistribui-los entre as seguradoras consorciadas, conforme avalia o sócio-diretor da Barão Corretora de Seguros, Jose Ary Barão. Ele lembra que nesse universo existem as companhias especializadas e outras cuja participação é meramente como acionista da Líder ou como consorciada do seguro. Estas últimas, sem foco na assistência às vítimas do trânsito, segundo ele, recebem numerários iguais àquelas que investem em pontos de atendimentos e trabalham efetivamente no ramo.

Para Jose Ary Barão, a quebra do monopólio, em mãos da Líder, é uma saída para estancar os problemas que hoje orbitam em torno do DPVAT. Ele entende que a livre concorrência é bem-vinda, não só para corretores de seguros e seguradoras, mas também para o usuário. “O fim do monopólio do resseguro é exemplo, revelou-se acertada”, diz, citando como pontos positivos a ampliação da aceitação de riscos e o aumento da competitividade.

Na avaliação dele, é difícil aceitar qualquer medida que imponha restrição ao corretor de seguros em sua área de atuação, como o limite mensal de 30 atendimentos ao segurado. Ele conta que a Barão Seguros, com sede em Canoas (RS), por exemplo, opera com o DPVAT em seus vários escritórios e filiais na região, inclusive em Santa Catarina. “Ora, imagina um acidente com um ônibus resultando em 40, 50 vítimas? Atendemos 30 deles e abandonamos os outros? Teremos que repassar os demais para um segundo atendente?”, questiona.

Se for assim – opina –, que se crie bloqueios também para os outros canais de atendimento. Como não é necessariamente o que está sendo feito, significa, segundo a análise do corretor da Barão Seguros, que os atravessadores continuarão a operar no DPVAT livremente. “Isso pode?”, questiona.

Ele acredita que as limitações que estão sendo propostas pela Líder, ao contrário do que se diz, vai favorecer a atuação dos atravessadores em geral, área em que mais prolifera a fraude. Para José Barão, no momento em que o trabalho do profissional habilitado para atendimento à vítima de trânsito é limitado, abre-se espaço para que o segurado saia do escritório da corretora e caia na mão do intermediário. Ele entende que a pessoa que procura uma corretora de seguros é porque seu caso é mesmo de acidente de trânsito. O mesmo, conforme destaca, não é necessariamente afirmativo quando a procura é pelo atravessador.

O ideal, para ele, é que, sob qualquer modelo, o corretor de seguro seja incentivado a operar nos processos administrativos de sinistros DPVAT, o que ele não vê a Líder empreender. Hoje, na realidade, quem incentiva são as seguradoras dedicadas ao ramo. Em um programa de estímulo à categoria, ele acha que deveria, no mínimo, constar o ressarcimento das despesas como o atendimento, inclusive as decorrentes de ações judiciais. “Aqui, na Barão, já fomos acionados por uma família que teve a indenização negada pela Líder. O tempo, o desgaste e os custos do processo foram arcados por nós”, conta José Ary Barão.



Comentários


João B. Bernardo03 de fevereiro de 2016
Parabéns. Aprendi mais um poquinho

Cesar Spohr03 de fevereiro de 2016
Boa!!!

Paulo Nery02 de fevereiro de 2016
Prezado Barão.....O DPVAT foi \"amputado\" para nós, os corretores. O mentor articulador do fim foi o ex-governador do Paraná (nomeado e imposto pelos militares, na época) o Exmo Sr. JOÃO ELISIO DE FERRAZ CAMPOS, também presidente da FENASEG.....ora, para um homem inteligente, como você, não precisamos de mais detalhes....OU VOCE AINDA QUER?

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