Alberto Salino - MTb 13.016
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Corretor pleiteia revogação da política de restrição
07 de junho de 2016
Para o sócio-diretor da fluminense Guedes e Ramos Corretagem e Consultoria em Seguros, Ricardo da Silva Ramos, é difícil uma corretora prever quantas pessoas vão recorrer ao seu serviço de atendimento ao DPVAT com pedido de indenização, no mês a mês. Logo, estabelecer um limite de 30 atendimentos mensais é, na sua opinião, uma atitude injustificável e irreal, pois pode ser bem mais que o estipulado. “A medida é absurda. Não pode existir isso”, desabafa.
Não se pode esquecer, da mesma forma, segundo ele, que o corretor monta uma estrutura para oferecer o serviço à vítima, uma estrutura que tem despesas com pessoal, impostos, aluguel, entre outros gastos, e que, no final do mês, precisam ser pagas. “Veja bem – emenda –, o corretor de seguros mantém um ponto de atendimento sem controle de quantas vítima de acidentes de trânsito recorrerá a seus serviços, gerando custos que 30 atendimentos mensais não vão cobrir”, assinala. Para ele, do jeito que o modelo se configurou, o atendimento do corretor passa a ser filantrópico. “O que não é o caso”, diz, indicando, sem negar o teor social do DPVAT, que a restrição, em muitos casos, acaba gerando o efeito caridade.
Além disso, Ricardo Ramos conta que a restrição pode causar um outro problema para muitos corretores de seguros. “Se houver um número superior de atendimentos mensal ao permitido, o corretor faz o que? Nega atendimento?”, indaga, contrariado.
Ele sustenta que o corretor tem que ter liberdade no atendimento. E lembra que esta é sua função, como profissional legalmente habilitado e capacitado. Nessa linha, defende que a limitação de 30 atendimentos ao mês seja revogada.
O mais acertado, na avaliação dele, é a adoção de um programa de incentivo ao corretor de seguros, para que mais profissionais se dediquem a trabalhar com processos administrativos de sinistros DPVAT. “A população precisa ser atendida com qualidade. Para isso, a remuneração do corretor, que é baixa, tem que melhorar. Como pagar as despesas no final do mês? Limitando o número de atendimentos é que não é”, sentencia.
Na visão de Ricardo Ramos, os Correios não são a solução do atendimento às vítimas do trânsito como se prega por aí. “Funcionam mal. As pessoas vão nas agências e, depois, muitas delas acabam nos procurando. Já as seguradoras, de uma maneira geral, não gostam de fazer o atendimento aos acidentados ou familiares em suas dependências”, diz.
“É preciso entender que o DPVAT é complexo”, destaca o diretor da corretora Guedes e Ramos, explicando que o atendimento exige espaço físico, atenção à vítima. “Vai a família inteira pleitear a indenização, quando acontece um acidente. Não raro, as seguradoras fogem por causa do volume de casos, para também não misturar esse atendimento com o dos demais ramos. Muitas delas preferem indicar um corretor de seguros. Então, por que a política da restrição?”, questiona Ricardo Ramos.
Comentários
Carlos09 de junho de 2016
Sou corretor em Santa Catarina, tenho escritório legalizado, funcionários treinados e pago meus impostos como qualquer empresa. Se somos ilegais, advogados também porque nosso trabalho é buscar o direito de quem psga o DPVAT. Muitos que eu sei entram via judicial e acho que tão querendo dificultar o direito dos menos informados pra não receberembe deixar no caixa da seguradora. Prestamos todas as informações legais a quem de direito tem o auxílio .
Carla Soares 08 de junho de 2016
Sérgio da BDA, Meus parabéns pelo trabalho que faz... Mas sinto informar que são poucos colegas seu de profissão Q faz isso...
Nortecenter e PauLo SÉRGIO DPVAT deixou de ser social a muito tempo... A primeira medida que a Líder fez pra mudar isso foi exigir uma procuração pública para vítima não alfabetizadas, nos casos de morte declaração de herdeiros feita tmb por instrumento público.
Vc sabe o custo de um documento desse? Vc acha que trabalhadores rurais terão condição de tirar 200,00 de seu salário pra isso ?
DPVAT de social não tem nada!
Virou uma fábrica de dinheiro!!
Eu nunca entendi o Pq desse termo social!
Paulo Martins08 de junho de 2016
Enquanto existirem pessoas contrárias a nossa atuação nestes atendimentos( FENACOR e SINCORS), malharemos em ferro frio. Tinha uma estrutura que atendia na média 150 processos mês. O que aconteceu, todo mundo sabe. Sem contar com a dispensa de funcionários que faziam este trabalho. Simplesmente , tive um prejuízo de mais de R$ 100.000,00. É desanimador você se dedicar, se especializar, divulgar este trabalho social e ter como troco esta sacanagem. Hoje meus atendimentos são reduzidíssimos, somente eu o faço quando tenho tempo. Minha Corretora está desde 1988 estabelecida. tenho outros negócios que dão sustento a mesma. Se não fosse isso, teria quebrado. O que devemos fazer ? Deixar de atender socialmente ? A procura ainda continua, mas nem toda hora estou no Escritório para atender aos beneficiários e não autorizo a mais ninguém a fazer isto dentro de minha Corretora a não ser eu. Enquanto não tiver uma definição se poderemos atender sem restrições, não me esforço mais nestes atendimentos. Infelizmente a LIDER DPVAT, não nos escutou. Simplesmente baixou norma de forma autoritária atendendo anseios de quem era para nos proteger.
Paulo Martins. Serra Lider Corretora.
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Aires A. Muniz08 de junho de 2016
Parabenizo a todos pela briga dentro da questão DPVAT.
Só não podemos continuar falando em línguas diferentes, pois assim não chegaremos a nenhum ponto favorável que ajude acabar com a prepotência e monopólio criado pela Presidência atual da Seguradora Líder.
Sem medo de mais nada nesta vida aproveito para perguntar: Onde está a SUPEP? Será que ela também está subordinada a poderosa líder? Sinceramente não acredito que esteja!
Fiquem sabedores que as seguradoras Bradesco, Itaú e outras grandes não estão nem aí com o tão marginalizado DPVAT. A briga é entre as pequenas como A Gente.
CPI é a solução para todos
Carla Soares 07 de junho de 2016
Quem dá todo esse suporte às vítimas são as assessorias.
Hj uma assessoria é Psicologa , médica e amiga. Td Q Vitima quer e atenção , carinho , um ouvido pra ouvir...
Como sempre td nesse País gira em torno do dinheiro, corretores não tem interesse em da assistência às vítimas ... Pq acham 70,00 uma merreca... Corretor vai querer vítimas sangrando em sua empresa? Corretor vai querer pessoa humildes em seu comércio ? DUVIDO! A não ser que a líder pague bem por isso...
Sergio07 de junho de 2016
Sou sócio-diretor da BDA Corretora de Seguros e afirmo: não vejo problema nenhum em atender aos segurados, sangrando ou não. O Profissional com P maiúsculo, está preparado e quer prestar o melhor atendimento que as pessoas possam ter.
Elizeu07 de junho de 2016
Nós da NORTECENTER CORRETORA em (RO), tentamos fazer um trabalho (sem interesse comercial) às vítimas de acidentes de transito em nossa cidade tempos atrás. Sabemos mto bem o que lidar com essas pessoas, desenformadas, cheias de dúvidas e de desconfiança \"qdo. a esmola é alta, o cego desconfia\". Na ocasião era tbm muito comum recebermos processos de indenizações por mortes/invalidez oriundos de escritórios de advocacia que cobravam em média 20 a 30 (por cento), foi o que desestimulou o nosso trabalho social. Sugerimos que o atendimento as vítimas sejam direcionados ao INSS.
Paulo Sérgio Fuzaro07 de junho de 2016
Tenho visto a baila da questão do DPVAT. Na realidade esse instituto de cunho estritamente social deve ser tratado com mais ênfase no cenário nacional, notadamente o interesse deve ser sempre a indenização em favor dos beneficiários. Fraude, enganação e articulação são mecanismos que estão em todos os segmentos, da política a saneamento básico. O que falta é aquilo que escritor Mário Sérgio Cortella, ou seja, Ética e Vergonha na cara. De todos os lados que se olha há erros. Ninguém pode apontar um fato em detrimento de outrem.
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