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Alberto Salino - MTb 13.016

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 CPI tende a esquentar com ‘Tempo de Despertar’ em cena
  30 de agosto de 2016

A audiência pública com o delegado Marcelo Eduardo Freitas, da Polícia Federal, e dos promotores de Minas Gerais Guilherme Roedel Fernandez Silva e Paulo Márcio da Silva e o procurador federal André de Vasconcelos Dias promete colocar a CPI do DPVAT de volta a campo, depois de um agosto um tanto improdutivo, de poucos avanços. A participação deles foi anunciada pelo presidente da comissão, Marcus Vicente (PP-ES), quarta-feira da semana passada, 24, e acontece nesta terça-feira, 30.

Marcelo Eduardo, Guilherme Roedel e Paulo Márcio são os responsáveis pela operação Tempo de Despertar, que, em abril passado, desbaratou uma organização criminosa que agia na região de Montes Claros e Janaúba, Minas Gerais, fraudando o DPVAT, com indícios que apontam a Seguradora Líder como uma espécie de “autoridade central” dos supostos atos ilícitos. Com o trio, a CPI tende a esquentar.

O delegado Marcelo Eduardo Freitas, inclusive, concluiu recentemente um relatório, no âmbito da operação Tempo de Despertar, indiciando 38 pessoas, acusadas pelos crimes, entres outros, de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

E mais, o relatório indica que “há efetiva participação da diretoria da Líder nas supostas fraudes apresentadas, seja de forma comissiva, mas essencialmente de forma omissa, o que enseja na responsabilização criminal de seus diretores”.

“Lamentavelmente, em razão do evidente desmazelo, da falta de cuidado e de compromisso dedicado aos interesses que administra, a Seguradora Líder viu-se capturada por um grupo de delinquentes”, diz o delegado Marcelo Eduardo.

As investigações da Polícia Federal mostram que as organizações criminosas se subdividiam em várias células independentes, mas que se reportavam a uma espécie de “autoridade central” que atuavam em postos estratégicos no interior da Seguradora Líder. “Há indícios suficientes de que os representantes – espécie de ‘autoridade central’ – são os investigados Ricardo de Sá Acatuassu Xavier (Diretor Presidente) e Marcelo Davoli Lopes (Diretor Jurídico)”, diz no relatório o delegado Marcelo Eduardo.

Para a PF, os dois executivos eram os gestores que detinham o poder de mando e de decisão na Líder e também no interior dos escritórios de advocacias contratados pela Diretoria Jurídica da empresa. “Eram também os responsáveis pela contratação – à margem de qualquer procedimento seletivo e a custo milionário – dos escritórios de advocacia que representam os interesses da Seguradora Líder nas esferas judicial e extrajudicial”, afirma o delegado Marcelo Eduardo Freitas no relatório conclusivo. O inquérito está em mãos do Ministério Público, que ainda não definiu se denunciará os diretores à Justiça.

Seguradora Líder nega qualquer envolvimento de seus gestores ou funcionários em fraudes cometidas contra o DPVAT.

À jornalista Maria Luíza Filgueiras, da revista EXAME, em reportagem publicada dias atrás, o promotor Paulo Márcio da Silva foi categórico ao afirmar: “Defendemos a extinção do modelo da Líder”.

 



Comentários


Danilo31 de agosto de 2016
Seguradora Líder, é Lider mesmo em desvios de benefícios de cidadãos brasileiros vítimas de acidentes de trânsito. ESSA LADROAGEM TA CHEGANDO AO FINAL. Mudanças neste sistema já, os únicos benefícios são de dentro da própria seguradora os falcatruas. Abrem o olho, estamos de olhos em vocês, nos médicos peritos, nas empresas terceirizadas. Nós procuradores temos força pra mostrar pras autoridades competentes como funciona na pratica. Aguardem.

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