Alberto Salino - MTb 13.016
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Em ambiente sem ética, fraude tende a se proliferar
12 de janeiro de 2016
Ao limitar o espaço do corretor nos processos administrativos de sinistros DPVAT, confinando-o a 30 atendimentos a vítimas de trânsito por mês, o sócio-corretor da Ruivo & Wildner Corretora de Seguros, Neumar Alberti Wildner, acredita que a Seguradora Líder estará, provavelmente, estimulando a proliferação de fraudes. Para ele, a restrição é medida que abre mais espaço para os intermediários.
“Essas pessoas por acaso têm ética?”, indaga. Descrente dessa casualidade, volta a formular novo questionamento, também desacreditado de um desfecho que resulte na aplicação de penas: “Eles podem ser punidos agindo inescrupulosamente? Quem punirá?”. Outro comportamento que o deixa um tanto desnorteado é o de seguradoras que abrem brecha para a atuação desses intermediários, “alimentando muito provavelmente focos de fraudes”.
Na avaliação de Neumar Alberti, o atendimento às vítimas do trânsito deveria caber ao corretor de seguros habilitado. “Os Correios são ineficientes”, diz, ao também criticar esse canal que chama de receptador de pedidos de indenização. Segundo ele, as agências e seus funcionários não têm preparo para isso. “Não dão apoio, não fazem acompanhamento. É o mesmo que o segurado não ter acesso ao seu direito à indenização”, complementa. Ele desconfia que os Correios não passam de uma forma de propaganda, de marketing. Para Neumar, é certo que havendo qualquer problema, como falha ou complemento de documentos, a vítima, ao ter optado por esse caminho, não conseguirá dar prosseguimento ao processo.
Neumar Alberti reforça a tese de que importante e necessário é um modelo que tenha um canal de orientação. Sendo assim ele sugere que os processos incompletos, originários dos Correios, sejam resolvidos por um corretor habilitado da mesma localidade da agência, escolhido pelo segurado dentre os indicados pela Líder.
Para despertar o interesse dos corretores de seguros para o DPVAT, ele sugere também que a Líder implante um efetivo programa de incentivo, no qual não podem faltar campanhas institucionais tendo o corretor como peça-chave, sugerindo que o segurado o procure para resolver seu pleito pela indenização do DPVAT. “O incentivo ao corretor é o que sempre achei que deveria ser feito”, conta Neumar Alberti, lembrando que foi o primeiro a atender DPVAT em sua cidade, Itararé, interior de São Paulo, na divisa com Paraná. “O trabalho nunca foi reconhecido. Tempos atrás, planejei ampliar o serviço para a região e pedi ajuda à Líder, mas nunca obtive sequer um retorno”, lamenta, desanimado com o DPVAT. Ele lembra que hoje tem até duas agenciadoras operando em sua cidade, tocadas “não sei por que tipo de profissionais”.
Comentários
Aires Alberto Muniz14 de janeiro de 2016
Saudades da falecida FENASEG. Era mais humana! Na questão Médica ministrava Treinamento presencial para o médico realizar perícias. Hoje a contratação é por telefone, e por aí vai. Saudades mesmo!
dina de souza13 de janeiro de 2016
concordo com vc colega falta incentivo ao corretor .sempre fica para traz
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