Alberto Salino - MTb 13.016
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Espaço do corretor precisa ser valorizado
08 de março de 2016
Sendo o profissional habilitado e capacitado, o corretor de seguros jamais deveria ter a sua atuação nos processos administrativos de sinistro DPVAT relegada, na opinião do sócio-proprietário da cabo-friense Greccomóvel Corretora de Seguros, Antonio Rodrigues de Souza Filho. Ao invés de intentarem medidas restritivas, como impedi-los de realizar mais de 30 atendimentos às vítimas do trânsito por mês, ele defende empreender esforços para a formulação de um programa que incentive a participação da categoria nesse seguro obrigatório.
“Limitar a ação do corretor é algo absurdo, uma aberração”, critica ele, para quem a iniciativa prejudicará especialmente o segurado, que pode ser privado do acesso ao bom atendimento, um atendimento de excelência. E é este trabalho qualificado que Antonio Rodrigues julga importante ampliar o espaço e valorizá-lo, a começar por remunerar o corretor justa e adequadamente. Para ele, o DPVAT não tem no corretor de seguros um problema, ao contrário de outros canais de atendimento. Na sua análise, o problema está na ausência de políticas que tenham como finalidade principal estruturar um atendimento qualificado às vítimas de acidentes de trânsito, que os livre dos intermediários.
Antonio Rodrigues lamenta que o que se vê é o contrário disso. Segundo ele, os intermediários tendem a ganhar espaço, à medida em que o corretor vai sendo afastado do processo, desestimulado. Ele entende que as lojas dos Correios também não são a saída, com seus funcionários destreinados para cuidar ou prestar orientação ao pedido de indenização. “O envelope vai e volta”, resume. Mas o que mais o preocupa é a atuação dos atravessadores, entre os quais estão até alguns advogados. Nessa seara, ele destaca que a vítima do trânsito chega a perder até 30% do valor da indenização, a título de cobrança pelo serviço. São vários os intermediários bem estruturados nessa lida de captar processos, onde até se maquinam fraudes – conta Antonio Rodrigues.
Na avaliação dele, a centralização dos sinistros na Seguradora Líder, para, em seguida, fazer a distribuição entre as consorciadas, é questão que levanta igualmente dúvidas quanto à sua eficácia. “Creio que a burocracia vai aumentar, resultando em mais demora na regulação do sinistro”, opina Antonio Rodrigues, que diz preferir o percurso a que o processo está submetido atualmente, onde a Líder é a última da cadeia em que primeiro vem o corretor e a seguradora consorciada.
Comentários
Victor 12 de março de 2016
Assim como existe.... despachante para transferência de veículos
Existem (intermediários )como dizem......
Do mesmo jeito que você pode transferir seu veículo, sem despachante.... Tem tbm quem não queira mechet com papelada para dar entrada no DPVAT..... que só faz isso para não pagar ou dificultar o pagamento a vítima de acidentes de trânsito.......
Aires A. Muniz08 de março de 2016
Concordo plenamente!
Os Correios são Técnicos em Postagem;
Banco Caixa ou Outro é Técnico Financeiro;
Corretor de Seguros é Técnico em Seguros
Parabéns!
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