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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Editorial
Investigações põem em dúvida explicações da Líder

  05 de abril de 2016

A série de documentos que esta newsletter publicou na edição nº 247, em nossa opinião, é uma prova do descalabro em que está submetido o seguro obrigatório DPVAT hoje, pondo em xeque a sua credibilidade junto à sociedade. A situação? Julgamos gravíssima. Veja bem, em suas investigações sobre os ilícitos praticados contra o DPVAT, a partir da operação Tempo de Despertar, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) parece que não tiveram dúvida, por exemplo, em desacreditar as estatísticas de 2014 apresentadas pela Seguradora Líder, relativas aos casos de invalidez permanente.

Para os investigadores, “os números não guardam harmonia com a realidade”, foram “artificialmente inflados para se justificar o pagamento de indenizações milionárias indevidamente”. No documento, com 138 páginas, os policiais federais e os procuradores afirmam que ouvidas as vítimas de acidentes de trânsito que patrocinaram ações de indenização, “foram mais de 50”, nenhuma delas confirmou ter sofrido invalidez permanente. Em seguida, emendam que custa a crer que o gestor da Líder, “que está sendo investigado”, “realmente acredite nos fantásticos números apresentados por sua máquina de propaganda oficial”.

Nessa linha, apontam fatos que justificam a desconfiança. Em um monitoramento telefônico, com autorização da Justiça, foi flagrado uma conversa de um funcionário da Seguradora Líder com um empresário investigado. E na conversa, eles tratam do credenciamento de um médico, “colaborador da organização criminosa”, junto à Líder, por ser considerado “muito importante” para o esquema de interesse do grupo criminoso, segundo o MP mineiro.

Além da colaboração de profissionais da área da assistência médica, os investigadores dizem que o inchaço do número de invalidez, cujo intuito é favorecer o ganho da chamada organização criminosa, conta com a participação também de profissionais da área da advocacia. Segundo o MPMG, eles atuam “em conluio” com representantes da Seguradora Líder e de empresas de prestação de serviços. A investigação aponta, até com base em escutas telefônicas com autorização da Justiça, que “os festejados mutirões do DPVAT, realizados pelas varas judiciais, servem antes de tudo para incrementar os já elevados ganhos ilícitos das organizações criminosas aqui tratadas”.

O MP e a Polícia Federal denunciam ainda que os advogados investigados promovem algumas ações judiciais, de cobrança de indenização complementar, em cidade que não a da ocorrência do acidente para potencializar o ganho. Citam casos de processos ingressados em Pirapora (MG), com fato ocorrido em Montes Claros (MG), cidade mineira em que foi deflagrada a Operação Tempo de Despertar, em abril do ano passado. “Trata-se de vetusta estratégia no sentido de forçar a competência judicial para estabelecê-la na Comarca de Pirapora em razão da resistência manifestada pelos juízes que atuam na Comarca de Montes Claros no sentido da homologação dos acordos espúrios propostos pelos representantes da Seguradora Líder e das supostas vítimas”, acusam os investigadores.

Pois bem. São por essas e outras – muitas outras supostas irregularidades –, que a Gente Seguradora defende uma radical mudança no sistema DPVAT, como também na Seguradora Líder. É o único jeito inclusive de preservar a esperança por dias melhores. Que fique claro: a nossa veemente defesa é a de recolar o DPVAT no lugar de destaque que merece, cumprindo adequadamente a sua nobre função social, no atendimento qualitativo aos milhares de brasileiros que dele dependem e precisam, as vítimas da violência do trânsito.

 

Acesse, abaixo, um apanhado do denso documento do Ministério Público e da Polícia Federal, contendo as supostas irregularidades aqui relatadas.



Comentários


Jose Roberto09 de abril de 2016
A ASsociação de Motociclistas do Rio Grande do Sul, a AMO, está com um processo questionando o valor absurdo que o DPVAT, cobra de nós motociclistas.

GECILDA LEITE ONOFRE08 de abril de 2016
Broa Tarde.
Sofri um acidente de trânsito, com fraturas de costelas, afastamento do mediastino, fraturas mültiplas na perna esquerda, fiquei sem poder trabalhar, sofri toda forma de atendimento desumano em hospitais, gasto bastante com tratamentos e fisioterapias caríssimas, pois pelo SUS além de \"TUDO\" o atendimento é da forma que todos sabem, após passar por sufoco em locais sem nenhuma estrutura para receber os acidentados, lotado de pessoas, aglomeradas em um ambiente insalubre, com escadas para chegar ao banheiro, desconhecimento de atendentes que não sabem selecionar as pessoa com restrição de locomoção, profissional cansada prestando aquele atendimento (O médico aqui sou EU)..Para depois de toda essa peregrinação Receber uma mixaria de HUM MIL E SEISCENTOS REAIS ( R$1.600,00). Pagar para profissionais para agilizar, pois sem poder locomover fica muito dificil correr atrás. Será que esse pagamento indevidos não seriam retirados dos benefícios de outros? Moral da Estória. Supervisionar esses locais que alugam para atender os paciente que vão passar em perícia, pessoa que entendam de saúde para selecionar por gravidade...crianças, idosos, cadeirantes, muletas etc. Um enfermeiro ou profissionais afim. Pagamento conforme o grau dos danos, fisicos, morais e mais...Espero resposta. Que seja revisto.

giba07 de abril de 2016
é deprimente além de tudo.

temi gomes de souza 07 de abril de 2016
eu trabalho com a verdade ,estou sendo prejudicado por ser direito no que faço ,tem pessoas que sofre acidente em uma moto sem documento ,e coloca outra no lugar e faz o boletim de acidente com a moto em dias e recebe ,ta errado ,os auditores ja visitou varios clientes meu tdo certo e graças a deus .fico a disposiçao da seguradoras lider

Paulo Martins06 de abril de 2016
Quando pessoas inteligentes, sentam e conversam sobre determinado problema, pode-se chegar a um consenso em resolver o mesmo. Mas quando esta medida é feita por atitude radical, a chance de dar certo é praticamente nenhuma. Vejamos os fatos que veem ocorrendo constantemente junto a LIDER DPVAT.
Diversos processos entram para a mesma sem o filtro inicial de pessoas que poderiam e muito ajudar a barrar fraudes. Depois que entram, se não tiverem a percepção na juntada dos documentos, passarão em branco e posteriores indenizações de processos fraudulentos.
Está na hora de parar com tudo que estão fazendo e repensarem se realmente está valendo a pena este investimento na entrada de processos por canais que não sejam de profissionais competentes. Neste caso, os Corretores de seguros Parceiros DPVAT. Habilite estes profissionais, de-lhes treinamento, renumere decentemente e não limite a quantidade processos que o mesmo possa receber mensalmente.
Hoje, em qualquer lugar do nosso Brasil, sempre tem um Corretor de seguros disponível para prestar este serviço profissional e de qualidade, basta a LIDER DPVAT, querer.
Outro ponto base, são as seguradoras que investiram pesado na criação de diversos pontos para atender a Corretores e Beneficiários. Será que com as novas regras da Líder DPVAT, elas conseguirão sobreviver ?
Quem ficará nas mãos de atravessadores de processos DPVAT ?


MAURO SÉRGIO BETIN DOS SANTOS06 de abril de 2016
Se eu tenho um seguro total, por que tenho que pagar um seguro obrigatório? Um seguro que acoberta terceiros, cuja indenização é bem maior do que as do seguro DPVAT. Bastaria uma regulamentação por parte do CONTRAN, focando o tempo de validade do seguro que poderia ser igual ao do licenciamento anual do veículo, cuja apólice deveria ser de porte obrigatório.

tttt05 de abril de 2016
É realmente lamentavel ler tudo isso e ver que aquela empresa que trabalha de forma honesta e correta, buscando sempre atingir o direito do cidadao que realmente sofreu o dano, vir a ser prejudicada pelas mudanças adotadas no criterio DPVAT que me parece mais uma tentativa de corrigir erros que ja vinham sendo realizados de forma criminosa.

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