Alberto Salino - MTb 13.016
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‘Nem sei o que é Líder’
09 de agosto de 2016
À frente da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Birigui (interior de São Paulo), há apenas sete meses, Antonio Carlos de Oliveira, ao ser questionado na CPI do DPVAT, terça-feira da semana passada, 2, disse desconhecer suspeitas de fraudes cometidas contra esse seguro por pessoas, funcionários, gestores e empresa prestadora de serviços ligadas à instituição, particularmente entre 2010 e 2013. O depoimento frustrou os membros da comissão, que não conseguiram avançar com os trabalhos.
Sob pressão de Cabo Sabino (PR-CE), o superintendente da Santa Casa chegou a afirmar desconhecer até mesmo a Seguradora Líder, quando o deputado indagou se ele tomou conhecimento de alguma interferência dessa empresa junta à Santa Casa, como a adoção de medidas no sentido de disciplinar a recepção de documentos ou procedimentos para o recebimento do DPVAT. “Não senhor”, respondeu Antonio Carlos de Oliveira. E emendou, em seguida, laconicamente, para a surpresa geral dos membros da CPI: “Nem sei o que é Líder”.
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), por sua vez, questionou a auditoria que a Santa Casa está fazendo, já que abrange apenas os três últimos anos, intervalo que não apresenta a existência de problemas com fraudes na instituição. A auditagem, segundo ele, deixa de fora justamente o período-foco de um processo judicial apontando possíveis irregularidades e no qual foi assinado um contrato de prestação de serviço com uma empresa para tratar do DPVAT dentro da instituição. Para o deputado, a análise deve abranger pelo menos os últimos cinco anos, para incluir esse processo e responsabilizar quem cometeu falcatruas. Antonio Carlos de Oliveira ficou de analisar a observação de Pompeo de Mattos.
Já na avaliação de Andres Sanchez (PT-SP), ou modelo do DPVAT muda ou esse seguro acaba. Na percepção dele, “a seguradora está cada vez mais rica e os hospitais cada vez mais pobres”. E complementou: “DPVAT é seguro que só recebe quem entra na Justiça”.
Presidente da CPI, deputado Marcus Vicente (PP-ES) não escondeu ao afirmar que o depoimento do superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Birigui decepcionou, pela falta de informações. Mas disse acreditar que as investigações vão avançar nos próximos dias. “Uma pena que não tenha acrescentado muito, mas, de qualquer forma, nós estamos começando a esboçar as primeiras informações, estamos recebendo os primeiros assessores que os órgãos ligados à questão das apurações em várias instâncias estão nos enviando. Esperamos que, na semana que vem, nós possamos avançar”, disse Marcus Vicente.
Comentários
graciosa09 de agosto de 2016
Devem avançar mesmo, vejam os resultados dolorosos da SANTA CASA do Rio de Janeiro.
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