Alberto Salino - MTb 13.016
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Por que não Direção Fiscal na Líder?, questiona relator
19 de julho de 2016
Subsidiado de informações e diante de denúncias, “que são muitas”, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do DPVAT, Wellington Roberto (PR-PB) questionou o posicionamento da Superintendência de Seguros Privados (Susep) junto à Seguradora Líder. “Por que, ao invés de Fiscalização Especial, a Susep não propôs Direção Fiscal [na Líder] como está na lei?”, pressionou o parlamentar, durante o depoimento do superintendente da autarquia, Roberto Westenberger, terça-feira passada, 12.
Em resposta, Westenberger disse que a decisão pela intervenção só é tomada depois de examinadas todas as evidências de que não há outro caminho. “Na Líder, de acordo com a nossa avaliação, à luz da própria auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) e dos processos analisados, não vimos que se configurava uma situação de Direção Fiscal. Por isso não o fizemos”, comentou, acrescentando que se houver tais condições vigendo, a Susep tomará esta medida em proteção à sociedade.
Westenberger negou também, pressionado pelo relator, a existência de alguma recomendação de instâncias internas da autarquia pela adoção da Direção Fiscal na Líder. “Não oficialmente”, deixou escapar, emendando: “Não chegou ao Conselho Diretor da Susep, até onde sei, nenhuma sugestão nesse sentido”.
O superintendente da Susep atribuiu a boatos dentro da própria autarquia a informação segundo a qual Ricardo Xavier, presidente da Seguradora Líder, teria participação em alguma sociedade com a sua esposa em empresa de consultoria. Além de negar conhecimento, Westenberger desqualificou a informação dizendo que “as fofocas nos corretores da Susep são intensas”. Em seguida, procurou minimizá-las. “Nosso papel como administrador público é não as levar [as fofocas] em consideração para não faltar tempo prático nas averiguações e tomada de decisões informadas e corretas”.
Indagado pelo relator Wellington Roberto se há investigação sobre empresas prestadoras de serviços ao DPVAT ligadas, direta ou indiretamente, a dirigentes da própria Seguradora Líder, Roberto Westenberger disse, mais uma vez, não saber de nada. Mas foi, no ato, repreendido (ou desmentido?), gestualmente (a olhos vistos) pela diretora de Supervisão de Conduta da Susep, Helena Mulim Venceslau, presente à mesa diretora da CPI.
Antes de entrar no mérito da questão, Helena Venceslau, na tentativa de aplacar a negativa de Westenberger, alegou que o “presidente”, como o alto escalão da autarquia, nem sempre tem conhecimento “do que sem passa mais abaixo”. Ela afirmou que há, sim, atualmente um processo de investigação inicial no sentido de verificar essa relação de empresas de prestação de serviço tendo como sócios componentes da diretoria da própria Seguradora Líder.
Antes, ainda sobre o mesmo assunto, além de supostos casos de fraudes, sob indagação do relator Wellington Roberto, Roberto Westenberger disse que a autarquia está analisando todas as denúncias trazidas pelo Ministério Público. “Tudo aquilo que nos foi trazido como denúncia, indicação e envolvimento, a Susep está, diligentemente e obsessivamente, fiscalizando. Infelizmente não temos ainda um resultado, mas as providências foram tomadas”, defendeu-se.
Questionado se não havia mesmo nenhum resultado dessas investigações, Westenberger admitiu que tinha e atribuiu, veladamente, à burocracia do trâmite público a impossibilidade de divulgar conclusões, pois “estavam [as investigações] passando ainda pelos conselhos deliberatórios do órgão”.
Comentários
tudra20 de julho de 2016
a seguradora lider ja comprou foi gente na susep pra eles se fingirem de morto em quanto eles fazem o que querem com a população brasileira
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