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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Processo de esvaziamento do corretor se aprofunda
  21 de junho de 2016

Corretor responsável da petropolitana Serra Líder Corretora de Seguros, Paulo Roberto Teixeira Martins lamenta o rumo que os gestores do DPVAT estão dando a este seguro obrigatório do trânsito. “O caminho escolhido acaba com o compromisso social, humanizado no atendimento gratuito às vítimas de acidentes oferecido pelos corretores de seguros”, destaca. E explica:

“A partir do momento em que você [corretor] é insuficientemente remunerado e só pode cadastrar apenas 30 pedidos de indenização por mês – um freio ao volume –, como está em vigor, não há mais como sustentar este serviço ao segurado. Com isso, o atendimento social desfaz-se. As medidas que estão sendo tomadas são desestimulantes, tanto para novas investidas quanto para as estruturas já montadas pelas corretoras que, podadas, tornam-se inviáveis economicamente.”

Para Paulo Martins, [que se viu obrigado a desfazer-se de uma estrutura que tocava em média 150 processos de sinistros por mês, amargando prejuízo de R$ 100 mil], se uma corretora não tem como se manter, diante das despesas que é obrigada a honrar no final do mês, a saída é desmontar sua organização de atendimento ao DPVAT. Ou, segundo ele, a cobrar da vítima pela assistência oferecida, o que se recusa a fazer. “Se o corretor foge do padrão gratuito, transforma-se em um intermediário que, para sobreviver, passa a exigir pagamento pelo serviço prestado. E, assim, esvai-se o atendimento social, que tem no corretor de seguros o profissional certo para realizá-lo”, comenta.

O quadro que julga hoje já desfavorável ao atendimento qualitativo e social, na avaliação de Paulo Martins, “vai piorar a partir de agosto”. “As corretoras – prossegue – serão obrigadas a aderir ao Ibracor (Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros), impedidas de se cadastrar nas seguradoras consorciadas e obrigadas a bancar integralmente as despesas postais. E isso mantida a má remuneração que recebem pelo serviço que presta às vítimas do trânsito”.

Paulo Martins não alimenta dúvidas de que isso significa o aprofundamento do esvaziamento do corretor de seguros no DPVAT, “dentro de um processo, aliás, que se desenrola há tempos”. E pergunta: “Onde estão as nossas entidades de classes, os Sincors, que não nos defende?”

No DPVAT, ele acredita que os sindicatos largaram mão do seu papel de representação para serem “nossos concorrentes”. “Ao invés de lutarem para a criação de incentivos à categoria no DPVAT, resolveram nos atropelar, para obter vantagens para si”, conclui Paulo Martins.



Comentários


Romualdo27 de junho de 2016
Os Sindicatos recebem para atender DPVAT. Não sairão a favor dos corretores.

Nilson Daniel21 de junho de 2016
Falar o que, ele já falou tudo.

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