Alberto Salino - MTb 13.016
Notícias
‘Qualquer outro canal é ilegal, imoral e incompetente’
26 de janeiro de 2016
“Nem Correios, nem sindicatos (Sincors), nem Detrans, nem intermediários (assessorias ou reguladoras) são a saída para o atendimento aos beneficiários do seguro DPVAT”, sustenta o corretor e sócio da Curityba Administração e Corretagem de Seguros, José Carlos Curityba de Carvalho. Para ele, por lei, por capacidade técnica e profissional, o corretor é o único canal capaz de atender o beneficiário com direito a receber a indenização do seguro obrigatório do trânsito ou reembolso de despesas. “Qualquer outro canal é ilegal, imoral e incompetente para o atendimento em questão”, defende.
José Carlos considera ainda uma afronta à classe a pretensão da Seguradora Líder de decidir que o corretor estará impedido de assistir a mais de 30 vítimas do trânsito por mês, medida que deve vigorar a partir de março. Ora, ele é o único profissional no mercado segurador com capacidade técnica e responsabilidade civil e criminal para executar o atendimento – destaca, acrescentando:
“(O limite de até 30 atendimento ao mês) é declaração tácita de desprestígio ao corretor de seguros. É uma seguradora jogando o corretor de seguros no lixo, o qual, de acordo com a legislação, deveria ser o elo entre o segurado ou beneficiário e a seguradora.”
O corretor da Curityba Seguros não só acha que a Líder, em vez de restringir, deveria instituir programa de apoio ao corretor no atendimento ao sinistro DPVAT, como afirma que o único caminho legal para esse tipo de atendimento é o corretor de seguros. “Limitá-lo é crime, incentivar e criar programas de incentivo é único caminho admissível”, sentencia. Nestes programas de estímulo, na opinião dele, não podem faltar treinamento, remuneração compatível e adequada à estrutura de atendimento, ampla divulgação de que seguro é só com corretor de seguros e apoio à propaganda individual de cada corretor como ponto de atendimento.
A centralização dos sinistros DPVAT na Líder, para redistribuição posterior entre as seguradoras consorciadas, é vista por José Carlos Curityba como um desrespeito ao segurado ou beneficiário desse seguro. Então quer dizer que, o cidadão, segundo ele, entrega documentação pleiteando a indenização ou reembolso a que tem direito, a uma pessoa física ou jurídica, e depois não sabe mais onde parará essa documentação? – indaga. Isso – prossegue – criará dificuldades na solução de possíveis problemas, como cumprimento de exigências documentais. Além disso, na avaliação dele, isso vai desorganizar o sistema, que incentiva a atuação dos intermediários que cobram dos beneficiários pelo serviço e ainda contribuirá para o aumento do número de fraudes.
Em regra, ele entende que o atendimento ao beneficiário tem que ser presencial, admitindo-se o representante legal ou procurador na forma da lei. Para isso, volta a lembrar que seguro é só com corretor de seguros, que pode ser encontrado em cada cidade, em cada lugarejo por menor que seja. “Ao invés de limitar ou criar dificuldades, tem que incentivar, tem que capacitar o profissional de seguros como único canal de atendimento para seguro DPVAT”, defende José Carlos Curityba.
Mazelas têm remédio, o trabalho dentro da lei
Apesar de pregar o contrário, a Seguradora Líder incentivará os intermediários que, em geral, achacam as vítimas de trânsito, quando passar a centralizar os sinistros DPVAT e a restringir a participação do corretor, limitando-o a 30 atendimentos mensais. O corretor da Curityba Administração e Corretagem de Seguros, José Carlos Curityba de Carvalho, não tem dúvida de que a intermediação será beneficiada nesse modelo. Ele explica:
“Vejamos, a Seguradora Líder recepciona em média 1 milhão de processos de sinistro ao ano, limita a quantidade de processos por corretor e ainda cria dificuldades burocráticas para admiti-lo como canal de atendimento. Se fizermos uma continha bem simples, verificaremos que ao corretor está permitido um insignificante percentual de participação no mercado de recepção e regulação deste tipo de sinistro, número que não supera a 2% da quantidade de processos recepcionados pela Líder. Certamente quem ganha com isso são os intermediários. Quem irá atender a população vítima de acidente de transito? Só resta o intermediário. Temos que observar que Correios, sindicatos (Sincors), Detran, etc, também são intermediários, já que não possuem capacidade técnica nem profissional para o caso em questão.”
Na avaliação de José Carlos Curityba a saída para as mazelas que envolvem o sistema DPVAT é apenas a moralização. “Se se trabalhar dentro da lei, automaticamente será corrigida a maioria das mazelas”, assinala. Para ele, é preciso instituir como único ponto de atendimento a classe profissional capacitada para a questão: os corretores de seguros (físicos ou jurídicos).
Para reverter o desgaste de imagem que o DPVAT sofre hoje, José Carlos acredita que é preciso ainda estabelecer normas únicas para admissão de documentos necessários a instrução dos processos de sinistro DPVAT, além de indenizar e reembolsar corretamente o beneficiário e, por fim, denunciar aos órgãos competentes (polícia, justiça) os que usarem de práticas criminosas no sistema DPVAT. “Lugar de bandido é na cadeia”, conclui José Carlos Curityba.
Comentários
rosa pinto corretora26 de janeiro de 2016
Acho que o corretor de seguros tem todo o now how para esse tipo de trabalho, pois áqueles que quiserem optar junto a Seguradora a recepcionar esse tipo de requerimento , deveria ser autorizado por ela , fazendo tipo um consórcio entre corretores dispostos a conduzir as vítimas/beneficiários de maneira detalhada ao fornecimento dos documentos adequados para o requerimento ao seguro DPVAT. Nesse contexto, precisaria haver um forte incentivo a essa prática como treinamento , operacionalização dentro da ética profissional, honorários compatível com o tipo de trabalho, e um lugar de atendimento adequado às vítimas (corretoras de seguros). Somos mais de 80.000 mil corretores em todo Brasil e ainda tem as PJ´s, obviamente que nem todos fariam a opção para esse tipo de atendimento. Porém, nos lugares onde não houvesse corretoras de seguros estabelecidas (pequenas cidades) ai sim o canal dos correios seria uma boa opção. Eu gosto de trabalhar com DPVAT e entendo do assunto, e acho que as vítimas e beneficiários não merecem ficar nas mãos desses intermediários que cobram absurdos encima das indenizações recebidas... e ainda pedem reanálise e depois ainda vão para a justiça (Judicialização do DPVAT). abs a todos
Deixe seu Comentário
Obs.: Os comentários não representam a opinião do Newsletter. A responsabilidade é do autor da mensagem.Destaques
Polícia Federal pede a demissão da diretoria da Líder06 de setembro de 2016‘O estado é de caos; [sistema DPVAT] é barco à deriva’
06 de setembro de 2016Líder fomentava rede de corrupção, diz promotor
06 de setembro de 2016Denatran corre risco de perder o dinheiro do DPVAT
06 de setembro de 2016
Receba nossa Newsletter
Mais Notícias
‘Mercado do DPVAT anda muito prostituído’10 de maio de 2016Em Roraima, pioneirismo da Gente no DPVAT
10 de maio de 2016A vez da CPI do DPVAT, para investigar irregularidades
10 de maio de 2016Editorial
Silêncio da Susep é injustificável
03 de maio de 2016‘O sistema falha, porque está errado mesmo’
03 de maio de 2016


