Alberto Salino - MTb 13.016
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‘Quando vi a regra, perdi o interesse no DPVAT’
17 de maio de 2016
Qualquer medida que limite a participação do corretor de seguros no atendimento às vítimas de trânsito só pode ser vista com pessimismo, opina a corretora responsável pela Turiá Corretora de Seguros, Rosimeri Cavalcante Tavares. Segundo ela, a barreira ao livre atendimento veio para complicar a vida do corretor e, certamente, vai desestimulá-lo no trabalho com processos administrativos de sinistros DPVAT.
Ao estabelecer que ao corretor de seguros cabe atender apenas 30 segurados por mês, Rosimeri Tavares não esconde que a Líder fez cair sobre ela uma ducha de água gelada, pois estava animada em adotar um esquema de comunicação mais agressivo na divulgação do DPVAT, no site da corretora e através de outras iniciativas. Mas desistiu. Ela conta que não valeria a pena o esforço para aumentar o número de atendimentos em um sistema engessado. “Quando vi a regra [limitadora], perdi o interesse no DPVAT”, queixa-se.
Interessante, na avaliação dela, seria a Líder investir na criação de um programa de incentivo consistente ao corretor, para que mais profissionais pudessem se dedicar ao DPVAT e, a partir daí, aumentar o número de pontos de atendimento em todo Brasil. Sua sugestão é que a Líder trabalhe como as demais seguradoras, oferecendo bônus de acordo com a produção, ou seja, com o volume de processos administrativo efetivados.
Na medida em que a atuação do corretor de seguros é alijada, Rosimeri Tavares entende que o espaço dos atravessadores, cobrando pelo serviço até 30% do valor da indenização, só tende a se ampliar. A Líder fomenta uma concorrência em que está claro para que lado pende – diz ela, sustentando que a limitação gera desigualdade, com claro favorecimento para os intermediários, particularmente para aqueles que usam meios duvidosos na captação de processos.
Ela crê que são muitos os intermediários que agem dentro de hospitais, abordando familiares de vítimas de trânsito com procuração pronta nas mãos, e estabelecem contatos com policiais dentro de um esquema de captação remunerado por fora. Isso acontece, segundo ela, não só em Manaus, cidade-sede da sua corretora Turiá, mas em todo o Brasil.
Ela não esconde sua contrariedade com o pouco caso ao corretor, que ficou praticamente imobilizado. E essa política de engessamento do corretor a leva acreditar que a Líder, na verdade, faz é um convite ao intermediário para crescer no DPVAT, embora diga o contrário. “No rumo em que está, o DPVAT, para mim, ficou em último plano. Deixou de ser meu foco. Nunca vi uma companhia limitar produção”, critica Rosimeri Tavares.
Comentários
edilson pcbebela 20 de maio de 2016
como já avia comentado isso e uma RETALIAÇÃO que a seguradora LIDER vem a tempo fazendo pra impedir que vitimas de acidente cobrem as indenizações do seguro DPVAT que vem sendo LIMITAR PROCESSO ! ONDE ESTA A SUSEP , O MINISTÉRIO PUBLICO ,ISSO E UM BOICOTE PRA NÃO PAGAR OS DIREITO DAS VITIMAS
Assad17 de maio de 2016
Já dizia o ditado \"cachorro que tem muito dono, acaba morrendo de fome\".
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