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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Restrição é medida sem explicação plausível
  19 de abril de 2016

Difícil apontar um motivo que justifique uma medida do tipo que limita a atuação do corretor de seguros a 30 atendimentos mensais nos processos administrativos de sinistros DPVAT, segundo avalia a sócia-corretora responsável da paulistana Toronto Administradora e Corretora de Seguros, Teresinha de Paula Cardoso. “Por que, afinal, restringir a participação de um profissional que é tão importante para o mercado?”, indaga, sem, contudo, esconder que não encontra uma explicação plausível para entender a decisão da Seguradora Líder.

Sem esconder também que não tem, no momento, trabalhado com o DPVAT, Teresinha de Paula sai em defesa da categoria. O corretor, na sua opinião, é canal especializado e tem a preocupação de oferecer bom atendimento. Não à toa, é habilitado e capacitado para tanto, o que explica seu papel de orientador – aponta ela.

Não há como negar - continua - que o corretor, normalmente, segue todos os procedimentos padrões para que o segurado seja indenizado de forma correta e rápida, evitando que haja pendências nesse trâmite. Assim é feito. Agora - prossegue - se dificuldades ou novas exigências surgem na sequência, a culpa não é dele. “Toda a documentação é enviada, inicialmente, certinha”, reforça, acrescentando que a dúvida é se os Correios têm o mesmo procedimento.

“Aliás, cabe aqui a pergunta: as lojas dos Correios também estão sujeitas ao limite de 30 ‘atendimentos’ mensais?”. Terezinha de Paula não deixa de mencionar que uma grande parcela dos corretores de seguros sempre foi contra a participação dos Correios nessa área, pois acredita que jamais fornecerão um atendimento de qualidade às vítimas de acidentes de trânsito.

De lado os Correios, ela sugere que a Líder se desfaça da opção restritiva e implemente um programa de incentivo para que mais corretores de seguros se dediquem ao DPVAT, “como já tentou fazer lá atrás e agora mantém silêncio”. Para ela, o corretor tem que ser visto como peça-chave, remunerado adequadamente para manter sua estrutura em funcionamento, o que hoje ela considera difícil devido ao baixo valor pago pela tarefa.

Ela lembra que as vítimas da violência do trânsito são, em geral, pessoas humildes, sem acesso à internet, sem e-mail, e que têm dificuldade para entender os procedimentos necessários ao pedido de indenização. Para essas pessoas, não é simples, como diz a Líder - conta Terezinha de Paula. E o corretor se preocupa com isso. Ajuda, orienta. “Sem o corretor será pior ainda para o segurado e para a própria Líder”, sustenta ela, certa de que haverá mais gastos, processos parados, demora e outros transtornos. O pior, segundo ela, é que “o segurado, impaciente com razão, não culpará os Correios e o seu atendimento duvidoso, pois o que ele quer é a indenização e a demora o levará a culpar a seguradora, o sistema DPVAT”.

Ela não vê com bons olhos a centralização dos sinistros na Líder, diante da possibilidade de um segurado, por exemplo da cidade de São Paulo, ser atendido por uma seguradora consorciada bem longe dali. Segundo ela, a medida aumentará a burocracia, principalmente quando houver pendências a resolver, e complicará a vida também do corretor. A regionalização, na avaliação de Terezinha de Paula, deveria ser respeitada.



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