Alberto Salino - MTb 13.016
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São 4.143 fraudes ao ano; Líder nega envolvimento
12 de julho de 2016
O DPVAT é vítima de quase 12 ataques fraudulentos diários. São 4.143 casos ao ano, 345 ao mês. A conta é baseada apenas no número que a Líder tem contabilizado ou conhecimento: 29 mil processos de fraudes no pagamento do seguro entre 2008 e 2015, revelados pelo presidente da seguradora, Ricardo Xavier, em depoimento prestado quinta-feira, 7, da semana passada, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do DPVAT.
Xavier negou o envolvimento da empresa nas fraudes, investigadas pela operação Tempo de Despertar desde abril do ano passado, quando foi deflagrada em Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. A ação da Polícia Federal e do Ministério Público pôs em xeque essa quantidade extraoficial de fraudes praticadas contra o DPVAT no Brasil. Acredita-se que o número é bem superior.
Pressionado pelo deputado Fernando Francischini (SD-PR), ao indagar sobre acordos milionários feitos por advogados em pagamento de indenizações, Ricardo Xavier disse que “não há fundamento na denúncia”. “Os acordos estavam em linha com os procedimentos da companhia”, sustentou. Os advogados que fecharam tais acordos trabalham em escritórios contratados pela Seguradora Líder.
O deputado Cabo Sabino (PR-CE) foi além ao citar que o Ministério Público apontou o pagamento de indenizações pela Seguradora Líder em valores expressivos, mesmo sem a homologação judicial. E que Xavier aparece como investigado, segundo trechos apresentados por Sabino do inquérito da Polícia Federal relativo à Operação Tempo de Despertar. Segundo Xavier, as suspeitas não foram aceitas pela Justiça de Minas Gerais. “Juízes de Montes Claros e Janaúba concluíram que não existe qualquer indício que sustente a linha de investigação”, respondeu o presidente da Líder.
Cabo Sabino também leu trechos de um documento da Superintendência de Seguros Privados (Susep), encarregada de fiscalizar as operações, com indícios de irregularidades. De acordo com o relatório, a Susep questiona a prestação de contas da entidade e aponta sonegação de informações da Líder aos acionistas.
“Estamos providenciando todas as respostas. A Price Waterhouse, empresa responsável pela auditoria independente da Líder, iniciou um procedimento de investigação interno e concluiu que não houve nenhuma evidência de fraude”, disse Ricardo Xavier.
Dados da Operação Tempo de Despertar apontam que foram efetuados pagamentos de 259,4 mil sinistros (acidentes) em 2014, com invalidez permanente. “Segundo o Ministério Público, os números não guardam harmonia com a realidade e foram artificialmente inflados para justificar o pagamento de indenizações milionárias”, apontou Cabo Sabino, acrescentando que documento da Susep critica a Líder por não ter fornecido dados de auditoria contábil que contemplasse as perdas financeiras decorrentes das irregularidades descobertas pela Polícia Federal. (Com a Agência Câmara Notícias)
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