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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 ‘Segurado, já fragilizado, ficará ainda mais’
  11 de fevereiro de 2016

O corretor está na base da pirâmide e, como tal, não pode muito, mas é ele o profissional habilitado a dar o atendimento adequado às vítimas do trânsito. A opinião é do corretor-proprietário da paulista Brassog Corretora de Seguros, Sandro Ornellas Garcia. É com essa convicção que ele defende um modelo para o DPVAT que preserve o segurado, voltado de fato para ajudá-lo. Para ele, a centralização dos processos de sinistros na Seguradora Líder não segue nessa direção.

Sandro acredita, inclusive, que essa medida vai resultar em retrabalho e em aumento de custos, tendo a Líder recolhendo os pedidos de sinistros da origem para depois devolvê-los de acordo com um esquema de redistribuição entre as seguradoras consorciadas, cujos critérios ele ainda desconhece. Na sua avaliação, “o segurado, que já está fragilizado, ficará ainda mais, pois desconhecerá quem vai regular seu sinistro, onde não saberá como obter informações sobre o andamento do processo”. Ele lembra que, nessa imensidão que é o Brasil, nem todas as pessoas têm internet. “Isso – prossegue –, só vai reforçar a instituição dos Correios, com o aumento da demanda de sinistros”.

A centralização vai gerar uma situação, na análise dele, que não é condizente com a operação do DPVAT, considerando que o apropriado é o procedimento ter início no corretor e seguradora para seguir depois para a Líder, a última do degrau, como mais ou menos funciona hoje. Com a centralização, ele diz vislumbrar uma inversão do processo. “Não entendo para que criar essa dificuldade”, destaca.

Sandro Ornellas lamenta ainda a pouca atenção que a Líder dedica ao corretor de seguros. “É o profissional capacitado para orientar o segurado, e gratuitamente”, reforça. Sendo assim, ele diz não entender também a medida que limitará a sua presença a 30 atendimentos mensais no DPVAT. O corretor, na sua opinião, deveria ser incentivado desde início, lá na ponta do atendimento. A restrição, segundo ele, cria uma situação, no mínimo, estranha. “Gostaria apenas de perguntar: Se eu tiver 100 clientes no mês, quem vai atender os outros 70?”. Num quadro como esse, ele crê que o espaço do intermediário será ampliado, pois “alguém fará o serviço que não pude prestar, por impedimento”.

O trabalho dos Sincors no DPVAT também não é bem visto por ele. O que os sindicatos deveriam fazer, segundo ele, é reunir os corretores, cadastrar os que querem operar no ramo e distribuir os processos entre eles, que se encarregariam de realizar todos os procedimentos. “Tal tarefa não deveria ser feita pelo sindicato, porque passa a ser meu concorrente”, argumenta Sandro Ornellas.



Comentários


Romualdo11 de fevereiro de 2016
O Sandro Ornellas tem toda razão. O SINCOR que sempre lutou contra as grandes lojas em vender seguros. Hoje é concorrente do Corretor de Seguros.

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