Alberto Salino - MTb 13.016
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Segurado, o elo perdido no DPVAT
11 de fevereiro de 2016
Não há como deixar de insistir: uns dos grandes desafios do seguro obrigatório DPVAT é a oferta de atendimento qualificado ao acidentado do trânsito, ou seu beneficiário, em todo o Brasil. As medidas até agora adotadas não têm como espoco principal este gargalo. Pouco se pensa e fala e o que é pior, pouco se faz a favor do segurado. Mesmo o Projeto Correios, tão criticado pelos corretores de seguros, ao que nos parece, não veio para solucionar a questão do atendimento, e sim para criar pontos de recepção de documentos. E sob esse aspecto, é iniciativa distante da oferta de um atendimento orientado e assistido.
Mais recentemente, outra decisão veio à baila: a centralização dos processos de sinistros DPVAT na Seguradora Líder, que, em seguida, fará uma redistribuição entre as seguradoras consorciadas. Não há como deixar de vê-la também como modelo que não leva em consideração o segurado, mais uma vez relegado. Não há nada mais acertado que possibilitar que a vítima do trânsito faça o pedido de indenização em sua cidade, local do acidente de trânsito, e ali seja atendido, livremente. A centralização do sinistro tende a retirar esse seu direito, alocando o seu processo de sinistro em uma seguradora a quilômetros e quilômetros de distância.
Acontece que as vítimas do trânsito são na maioria pessoas humildes e, não raro, com pouca instrução. É possível imaginar a dificuldade que eles têm de obter os documentos necessários à indenização, preencher formulários etc. Não é difícil imaginar também que nem todos têm acesso a internet. Sendo assim, o acompanhamento do processo vira um problemão e o mesmo se aplica à solução de pendências e o acesso a informações.
Antes disso, a centralização dos sinistros, prevista para começar em março, impõe, na verdade, séria incógnita. Como o segurado será atendido na ponta? As seguradoras não são estimuladas a abrirem pontos de atendimento Brasil à fora, bem como os corretores de seguros não são estimulados a operar no ramo. Onde e como será gerado o contato inicial que a vítima do trânsito precisa para pedir a indenização? Muitos corretores que vivenciam o DPVAT têm a resposta na ponta da língua: dentro dos hospitais, delegacias, funerárias, via intermediários. Então cabe a pergunta: A centralização dos sinistros vai estancar essa distorção?
Acredito que a solução para universalizar o acesso do segurado ao DPVAT – volto a insistir –, passa pela participação efetiva das seguradoras consorciadas, estimulando-as a abrir pontos de atendimento presencial em todo o País, bem como passa pelo estímulo aos corretores de seguros, como parceiros nessa empreitada. Para isso, é preciso instituir um modelo atrativo que crie as condições favoráveis a esse engajamento.
Comentários
Aires A. Muniz13 de junho de 2016
O Segurado, elo perdido do DPVAT só não está totalmente perdido porque poderá facilmente ser encontrado todos os dias lá nos Correiros buscando a seguinte informação:
\"Cadê a Indenização do processo que dei entrada aqui\"
O Segurado jamais será um Elo totalmente perdido. Está lá nos correios.
L. OLIVEIRA12 de fevereiro de 2016
Os corretores de seguros não são valorizados, e por isso um boa porcentagem não tem interesses em trabalhar com DPVAT, se a classe forre ais valorizados com certeza tudo estaria diferente, vejo muitos atravessadores reclamando das mudanças e da perca de bonificação e sou a favor de não existir mais mesmo essa bonificação que fez o mercado se tornar uma verdadeira feira pirata, sou a favor de o corretor ser melhor remunerado e isso daria um basta em 99% das acessórias que são tratadas como atravessadores, mais também vale ressaltar que acessórias com CNPJ, muitos trabalham de forma honrada e correta, e muitos tem contrato com a própria seguradoras aqui que postou o comentário a cima sobre o seguro dpvat, e hoje a mesma os descrimina depois de ter ja faturado e lucrado muito com os processos enviados pelas mesmas, mais tem um velho ditado que diz: que quem cospe pra cima acaba com a cara suja de cuspe, não sou contra o trabalho honesto, sou contra o trabalho pirata que suja e denegri o mercado e suja toda uma categoria seja ela dos corretores seja ela das acessórias.
Aires Alberto Muniz11 de fevereiro de 2016
Prezados;
Trabalho com DPVAT há mais de 25 anos como pessoa física, apesar de ter Corretora de Seguros. Trabalho assim, pelo fato de não haver incentivo para nós corretores. Acho que a saída está em pagar para o corretor aquilo que era pago até recentemente para Reguladoras. Entendo que o profissional corretor pessoa jurídica recebendo por cada processo acabaria aí com o problema, inclusive de atravessadores nos hospitais, IML, clínicas, funerárias etc.
Esta é a solução!
Aires Alberto Muniz
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