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Jornalista Responsável:
Alberto Salino - MTb 13.016

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 Segurança do trânsito exige ações permanentes
  31 de maio de 2016

A fiscalização insuficiente continua sendo um entrave à redução de acidentes de trânsito no Brasil. Nas rodovias federais, por exemplo, há um policial rodoviário para cada 7 mil quilômetros de estradas. São cerca de 10 mil homens para cuidar de uma malha aproximada de 71 mil quilômetros. Longe da vista policial, os motoristas insistem em cometer barbaridades no trânsito: ultrapassagem em locais proibidos, velocidade excessiva, embriaguez são apenas alguns exemplos das irregularidades mais cometidas ao volante e que causam milhares de mortes diariamente.

Claro que a falha na fiscalização não é a única causa de acidentes automobilísticos, longe disso. Várias peças compõem o tabuleiro mortal. Mas sabe-se que a imprudência está por trás das tragédias. E estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra as consequências:

R$ 12,3 bilhões foi o custo social dos acidentes em 2014 só nas rodovias federais, quando o número de ocorrências, da ordem de 169 mil, aumentou 50,3% ante 2004. A frota em igual período cresceu 136,5%. O custo médio por acidente alcançou R$ 72,8 mil por vítima, valor que vai a R$ 646,7 mil considerando apenas os casos de morte. Se adicionados na conta os acidentes registrados nas vias estaduais e municipais, a estimativa de perdas sobe de R$ 12,3 bilhões para R$ 40 bilhões.

Mudar essa realidade é um desafio. Em seminário na Câmara dos Deputados sobre o assunto, realizado dias atrás, os parlamentares e especialistas listaram infraestrutura, segurança veicular, saúde e educação como os pontos cruciais a enfrentar para reverter o quadro, além da fiscalização.

No encontro promovido pela Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, ficou acertado, conforme relata a Agência Câmara, a formação de grupos de trabalho compostos por representantes de diferentes entidades ligadas ao trânsito para estudar cada um dos pontos, priorizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a tarefa de apresentar propostas em um novo encontro daqui a quatro meses, durante a Semana Nacional do Trânsito. Portanto, em pleno Mês do Pedestre, setembro.

A expectativa é que sejam apresentadas, no encontro, sugestões possíveis de serem colocadas em prática, formuladas com base em diagnósticos precisos dos problemas. Nesse esforço, é preciso evitar ideias de difícil solução ou distanciadas da realidade. Há muito o que fazer, e a vida não pode perder essa guerra contra a violência no trânsito, que tem que ser enquadrada aos padrões de civilidade.



Comentários


Nílton Lima de Morais 01 de junho de 2016
Concordo com essa atitude, que tenha coragem de divulgar esse assunto de muito interesse da sociedade.

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