Alberto Salino - MTb 13.016
Notícias
‘Sincors não podem concorrer com os próprios corretores’
24 de maio de 2016
Crítico da atuação dos Sincors na captação de processos administrativos de sinistros DPVAT, Joster Silveira Alves, corretor responsável da gaúcha Duocor Corretora de Seguros, não titubeia ao afirmar que os sindicatos da categoria jamais deveriam assumir uma postura de concorrência com os próprios corretores no seguro obrigatório do trânsito. Segundo ele, são entidades, hoje, que, ao mesmo tempo que condenam as associações que comercializam seguros irregularmente, agem da mesma forma que essas organizações no DPVAT, em flagrante contradição.
Ao invés de se colocarem como concorrentes dos corretores, Joster Alves destaca que os Sincors deveriam, isso sim, criar condições para que o corretor se dedique ao DPVAT, postura que a Fenacor também deveria avocar para si. “A Fenacor e os Sincors, que teriam entre seus objetivos principais, em tese, consolidar o conceito ‘Seguro, somente com Corretor de Seguros’, já há anos são verdadeiros ‘atravessadores’, exercendo a regulagem dos sinistros do DPVAT sob o pretexto de cumprirem um papel social”, acusa, reiterando que “os Sincors não podem assumir um papel de concorrência com os próprios corretores de seguros”.
Joster Alves revela que esse “altruísmo” tem rendido aos Sincors parte considerável de suas receitas, “hoje girando em torno de R$ 10 milhões ao ano, sem a intervenção do corretor de seguros”. E prossegue: “Ávidos para aumentarem esse quinhão, [os Sincors] tentam tutelar os corretores de seguros que já atuam ou pretendem iniciar neste segmento [do DPVAT], impondo um cadastro somente para [empresas] corretoras de seguros com no mínimo um ano de atividade, exigindo adesão ao ‘Código de Ética da Fenacor’, regulagem máxima de 30 processos ao mês, além de tentarem indicar a seguradora encarregada de receber o processo”.
Na avaliação de Joster, propositadamente, [os Sincors] se esquecem que o corretor de seguros pessoa física também é um profissional habilitado “criando, de forma perigosa e desrespeitosa, limitações à sua atuação no importante segmento do DPVAT”.
Joster diz acreditar que muitos, “ao que parece”, já se esqueceram de que um dos princípios básicos da atividade da corretagem de seguros é a autonomia profissional, sem vínculos ou diferenciações entre corretor de seguros pessoa física ou jurídica, nem quanto ao tempo no exercício da profissão. E chama a atenção dos Sincors, e aliados, fazendo um alerta: “A valorização do DPVAT passa obrigatoriamente pela valorização do corretor de seguros”.
Comentários
Aires A.Muniz31 de maio de 2016
A política correta é fazer o politicamente correto. Não sendo assim gera oposição. Aí não tem como não fazer política de oposição. Não havendo oposição a situação toma conta.
Aviso para os Navegantes
Valério Gollmann29 de maio de 2016
Trabalho com DPVAT deste 1977, só tenho a dizer que todos são uns pobres coitados, inclusive o Sr Sergio Wais Suslik que hoje vive uma utopia pessoal. Caso o Sr. Sergio como proprietário da Gente Seguradora tenha divergências com a Seguradora Líder que a conteste judicialmente e não por post na internet que tem tão somente o tumulto de mercado.
Caro Sr. Sergio, nós conhecemos pessoalmente e somos contemporâneos de idade e cidade, mas isso não lhe da o direito de tumultuar o processo em curso, caso o Sr. discorde o faça pelas vias legais ao qual terá meu consentimento mas não jogar palavras vazias e sem provas ao vento pois isso pode e ira lhe acondicionar sérios problemas judiciais, não estou aqui a lhe acorrar de forma nenhuma mas as palavras postas são iguais a lapides.
Lacerda DPVAT27 de maio de 2016
Olá a todos. Realmente não dá mais! Infelizmente essa é a realidade por todo o nosso país! o que fazer além de criar textos verdadeiros que apontam de forma precisa a realidade do nosso país e das classes em questão? Precisamos juntar forças, nos unindo para garantir a segurança das classes, corretores e assessores, juntando forças contra \"alguém\" maior, \"alguém\" que deveria garantir e não explorar como vem fazendo (Sincor e Líder), antes de criticar corretores, antes de criticar assessores, procure entender a importância de cada um, a importância que cada um tem no \"mercado\" DPVAT, e unindo esforços para quebrar as barreiras, e, claro, em favor daqueles que de fato sofrem mais ainda, as vítimas ou beneficiários do DPVAT, seguro esse que deveria ter caráter social e não o de enriquecimento com a desgraça alheia. Fica aqui a minha crítica e o meu respeito a essas classes, corretores e assessores, e, principalmente às vítimas do DPVAT. PS. vítimas do DPVAT! Se é que me entendem!
ABEAVT26 de maio de 2016
O texto é extenso, mas necessário para contextualização do cenário que desejamos apresentar ao leitor. Vale a pena ler até o fim.
Assessoria ou Atravessador?
Uma jovem senhora acaba de perder seu esposo vítima de um acidente de trânsito em uma das rodovias “estradas da morte\", como muitas estradas de péssima conservação desse nosso Brasil.
Sem filhos a senhora se vê sozinha, amparada por familiares e amigos.
Um dia assistindo televisão observa uma propaganda que fala sobre o seguro DPVAT que orienta procurar um ponto gratuito de atendimento para dar entrada na documentação e receber o seguro.
Dias depois ela vai junto com uma amiga até um ponto de atendimento e apesar de ser atendida com o muito respeito, fica muito confusa com a quantidade de documentos que precisava providenciar.
A senhora e sua amiga endentem cada vez menos as explicações do atendente, principalmente quando escuta as palavras DPVAT, sinistro, prêmio, B.O., laudo do I.M.L, autorização de pagamento e prova de companheirismo junto ao INSS, pois para elas essas palavras não fazem parte do seu dia-a-dia.
Contando com a ajuda de sua amiga as duas seguem as orientações e vão em busca dos documentos solicitados para dar entrada no seguro.
As duas senhoras passam dias procurando os órgãos que emitem cada um dos documentos, longas filas de espera e após 6 semanas retornam ao ponto de atendimento para entregar e protocolar os documentos.
Alguns meses depois, a jovem senhora já sem esperança de receber o seguro, recebe a informação que seu pedido foi negado por falta de documentos comprobatórios. Mas que documentos são esses? Questiona a senhora. Mas infelizmente o informativo que recebeu não lhe dava maiores esclarecimentos.
As duas amigas retornam ao ponto de atendimento para pedir esclarecimentos sobre a resposta que tiveram. O atendente as recepciona com muito respeito e pede para que elas voltem dois dias depois, para que nesse tempo ele possa fazer contato com a seguradora e entender qual ou quais documentos faltam para comprovar o direito da viúva.
As duas amigas já cansadas, vão embora e nunca mais voltaram ao ponto de atendimento, pois a viúva já não acredita que tem direito de receber a indenização pela morte de seu esposo.
Três meses depois a viúva encontra em sua caixa de correio uma propaganda de uma Assessoria que presta Serviços às Vítimas de Trânsito e resolve ligar para o número que consta na propaganda.
A pessoa que lhe atende por telefone lhe trata com o devido respeito e observando que se trata de uma jovem senhora agenda um dia e horário para atende-la pessoalmente em sua residência.
No dia e hora marcado, lá estava o consultor na casa de senhora, se apresentou, mostrou suas credenciais, mostrou seu crachá e com uma linguagem simples, sem usar termos de difícil compreensão apresentou a ela o que é DPVAT, quais seus direitos e deveres, procurou entender quais os caminhos que a senhora já havia percorrido junto ao ponto de atendimento e quais os motivos que resultou o processo ser negado pela seguradora.
O consultor da assessoria orientou a senhora como ela poderia resolver a situação junto ao ponto de atendimento e receber de forma gratuita a indenização pela morte de seu esposo.
Desanimada e cansada de correr atrás de tantos documentos que envolve esse processo, ela não se interessou em dar continuidade em receber o seguro DPVAT.
O consultor apresentou para ela uma proposta de prestação de serviços, onde se colocava como procurador da senhora a fim de fazer o seu trabalho, ter o direito de solicitar documentações junto aos órgãos competentes e dar a entrada no seguro a fim de que a viúva pudesse receber o seu direito.
Um acordo formal foi feito entre a senhora e o corretor que representa a Assessoria, que fez o seu trabalho de forma honesta, investiu seu tempo, teve despesas e no final de tudo a senhora finalmente recebeu o seu direito e o consultor recebeu de forma justa pelos serviços prestados.
O que toda essa história tem haver a matéria pulicada em 24 de maio de 2016 com o título \"Sincors não podem concorrer com os próprios corretores\" no site da Gente Seguradora? Através do link http://www.news.genteseguradora.com.br/?id=sincors-nao-podem-concorrer-com-os-proprios-corretores
Tudo...
Há algumas décadas os corretores de seguros lutaram muito para mostrar ao povo brasileiro que ser corretor também é uma forma honesta de trabalho, lutaram para mostrar que se existisse naquela época profissionais ruins neste segmento, estes não mereciam ser chamados de corretores. O tempo passou os corretores se organizaram, criaram força e hoje possuem o respeito pelo bom trabalho que fazem no mercado de seguros.
Seguindo os mesmos passos e os bons exemplos em 2016 foi criada a ABEAVT – Associação Brasileira das Empresas de Assessoria às Vítimas do Trânsito, como sede social em Campinas, no Estado de São Paulo.
Um dos principais objetivos da associação é buscar o respeito ao trabalho de quem atua com ética, seriedade e compromisso, principalmente com a vítima de acidente de trânsito e também contribuir para a atividade lícita, sem fraudes neste seguimento.
Através deste texto pedidos ao senhores e senhoras que nos dê a oportunidade de mostrar que nossos associados são verdadeiramente Assessorias, não somos “aproveitadores”, “atravessadores”, “interesseiros”, “intermediários”, dentre tantos outros adjetivos que os senhores e senhoras nos rotulam.
Nós somos empresários, assessores, prestadores de serviços, temos empresas legalmente constituídas, recolhemos nossos impostos, damos emprego a milhares de pessoas pelo país, ajudamos a economia brasileira com nosso trabalho.
O nosso maior objetivo é garantir às vítimas de acidentes de trânsito o seu direito à indenização, dentro do que a lei lhe garante.
Gostaríamos de continuar lendo textos como os que nos últimos meses tem sido publicado nesse site e que são do interesse de todos e principalmente que tem o objetivo de colocar a casa em ordem. Mas ao ler esses textos, gostaríamos de pedir que também respeitem as Assessorias que trabalham de forma ética, dentro da lei e que prestam excelentes serviços às vítimas do trânsito.
Não se deve julgar todos no mesmo nível. Existem profissionais sérios e corretos em todas as profissões, assim como existem aproveitadores. Nós da ABEAVT estamos aqui defendendo os primeiros.
Atenciosamente,
Diretoria Executiva
ABEAVT
[email protected]
Cristiane Baldelli -Magen Corretora26 de maio de 2016
E para quem \"acabada\" de formar e entrar no mercado securitário, fica espantado com esse tipo de notícias. A ética profissional e a \"boa fé\" são primordiais em nossa classe.
Os sindicatos são uma associação para defender, apoiar e instruir, um determinada classe de profissional e não para concorrer com ela.
As nossas contribuições anuais já deveriam ser suficiente para sobrevivência das mesmas.
Obrigada pela oportunidade.
Silas Barduni25 de maio de 2016
Boa crítica com quem entende do assunto. Parabéns pelas palavras!
DENISE REIS25 de maio de 2016
PREZADOS, TENHO A MESMA OPINIÃO. INCLUSIVE O SINCOR DEVERIA PUBLICAR O CONTRATO COM LIDER.
Francisco Lins24 de maio de 2016
Muito boa a critica e concordo com tudo.
adel24 de maio de 2016
Concordo plenamente, acho uma falta de respeito com os corretores esses atravessadores,Se é entidade para auxiliar e ajudar os corretores, não tem por quer ser atravessadores.Isso e veio gente, vamos ter ética,nosso Pais esta tão machado, vamos fazer a diferencia. cada macaco no seu galho.
Eliana Yong medeiros24 de maio de 2016
Enquanto alguns brasileiros, agirem para defender sua \"panelinhas\" não sairemos desse atoleiro de golpistas. Precisamos valorizar nosso trabalho, nos comportarmos como profissionais do seguro, e exigirmos o mesmo comportamento das instituições, pensarmos no \"todo\" e não em \"grupinhos\" Assim, todos nós, teremos oportunidades de trabalho, devemos nos comportarmos como \"cidadãos\" em primeiro lugar. Com certeza desfrutaremos de uma sociedade mais ética para todos!!!!! Eliana Yong
Aires A.Muniz24 de maio de 2016
Francisco precisamos de mais de pessoas como você para defender a classe de Corretores de Seguros.
Acho que para constituição de qualquer pessoa jurídica com vinculo ao CNPJ é preciso declarar para Junta Comercial a atividade. Acho que para a atividade sindical constituída não figura comércio de compra e venda, nem tão pouco, prestação de serviços. Já imaginaram um sindicato de Escolas Particulares vir competir no ensino criando uma escola para si. Acho que é concorrer com a classe. Portanto é o que os Sincors fizeram. Estão concorrendo com corretores na questão DPVAT
Senior DPVAT24 de maio de 2016
Parabéns pelo texto já estava na hora de alguém se manifestar nesse nível. Estou achando que logo logoteremos um novo show de MMA SINCOR versus CORRETORES.
Emanuel Chagas Correia24 de maio de 2016
Concordo plenamente
alberto24 de maio de 2016
Para Eliana Yong. Para fazer o seu comentário, não é necessário fazer política.
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