Alberto Salino - MTb 13.016
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‘Sistema tende a ficar mais confuso’
23 de fevereiro de 2016
O corretor-responsável da Luxon Administração e Corretagem de Seguros, Haroldo Medeiros do Nascimento, não titubeia ao afirmar que no seguro obrigatório do trânsito o importante é proporcionar liberdade à vítima do trânsito, ou a seus beneficiários, na busca pelo direito à indenização, através de um atendimento, preferencialmente, especializado e qualificado. Ele não crê que a centralização dos processos administrativos de sinistros DPVAT na Seguradora Líder atenderá a esse requisito.
Para ele, o sistema já está embaraçado, com muitas imposições, e tende a ficar ainda mais confuso com esse tipo de medida, prevista para entrar em vigor em março. Soma-se a isso, segundo ele, a tentativa de restringir a participação do corretor de seguros a 30 atendimentos por mês a vítimas de acidentes. “É medida incorreta e desnecessária”, critica Haroldo Medeiros, destacando que o segurado não está sendo levado em consideração.
Na sua avaliação, a situação do DPVAT está cada vez mais complicada, para atender as necessidades dos segurados. “O que se verifica hoje é que não há uma lógica nos processos de pagamento da indenização, particularmente na cobertura de despesas médicas (DAMS)”, diz. E explica que os reembolsos dos valores são feitos bem abaixo dos gastos realizados pelos segurados, no primeiro atendimento, dentro do limite da cobertura. Haroldo argumenta que isso causa sério problema à pessoa acidentada. “São valores que não correspondem à realidade”, sustenta, acrescentando que a Seguradora Líder estabelece esses mecanismos de controle sem se preocupar em cumprir a função para a qual foi criada.
Ao defender uma política de incentivo aos corretores de seguros, Haroldo Medeiros diz que a Líder precisa tê-los como parceiros, sendo ponto de ligação entre a vítima de acidente e a seguradora consorciada. “O que precisa ser feito, isso sim, é dar mais qualidade ao sistema para que funcione adequadamente. O corretor precisa ter estímulos para ter uma participação mais efetiva”, aponta. Primeiramente, na opinião dele, para que o segurado tenha um atendimento correto; segundo para que esse segurado tenha uma indenização também apropriada. Haroldo confessa que vê o cenário, hoje, com certo desânimo e sem perspectiva diferente pensando mais à frente, caso perdurem, por exemplo, as fraudes, os atuais critérios e valores das indenizações e o processo de afastamento do corretor de seguros do sistema.
Comentários
Paulo Nery26 de fevereiro de 2016
Haroldo....Quando o viaduto da Rodrigues Alves, no Rio de Janeiro, foi construído e terminado....ja era tarde. O uso dos veículos, no viaduto, já era insuportável. É sempre assim..Em nossa causa, o DPVAT, já está se tornando insuportável. EM TODOS OS SENTIDOS. Eles (as \"ortoridades\". não aprendem porque são \"burrrrrosss\".
Aires A. Muniz23 de fevereiro de 2016
Concordo plenamente com o colega.
Trabalho com DPVAT aqui no Nordeste há mais de 25 anos.
A cada dia entristeço ainda mais. Quando sou informado de Aviso de Liberação de Pagamento para vítimas vejo desde muito tempo os seguintes valores: R$ 1.687,50 ou 2.362,50 ou 2.531,00 e no máximo R$ 4.525. Com isso, os Beneficiários entende que estou tirando dinheiro deles.
O pior é a vítima ter que se deslocar até 500 km para ser submetido à perícia médica, e quando sai o pagamento da indenização, a avaliação da grau da invalidez é encontrado de forma mágica pela Seguradora Líder o valor de R$ 843,00
Absurdo ser pago um valor tão baixo por uma sequela. O que está sendo feito a esses coitados que já sofrem pelo dano, e ainda recebe outro dano no bolso, porque às despesas com transporte, hotel e demais, sai dos coitados.
Acho que isso tem que mudar.
Parabéns pra quem conseguir!
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