Alberto Salino - MTb 13.016
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Só uma política efetiva de incentivo atrairá corretor
15 de dezembro de 2015
Na avaliação da sócia-proprietária da Condo Corretora de Seguros, Elizabeth Nakao, a única forma de trazer o corretor de seguros para operar nos processos administrativos de sinistros DPVAT é instituindo uma política efetiva de incentivo, da qual a melhoria da remuneração do trabalho tem peso relevante. O corretor, na sua opinião, é o profissional capacitado e que, de fato, dá assistência ao segurado, no caso a vítima de acidente de trânsito.
Elizabeth Nakao entende que medidas restritivas ao atendimento só tendem a afastar ainda mais o corretor desse segmento. Beth, como é conhecida, lamenta tal linha de conduta, pois as pessoas humildes são as que mais dependem do DPVAT, que, pelo cunho social do seguro, o corretor não pode deixar de auxiliá-las. “E faz isso muito bem”, ressalta.
Com o corretor enfraquecido no atendimento, no entendimento dela, esse espaço se alarga para os atravessadores, que cobram, e caro, da vítima do trânsito, ou de seus familiares, para dar entrada no pedido de indenização. Por outro lado, julga, pelas informações que dispõe, que os Correios deixam a desejar, limitando a fornecer à vítima não mais que um roteiro impresso de procedimentos para resgatar a indenização.
“Como disse, são pessoas humildes que recorrem ao DPVAT e muitas têm dificuldade de entender como proceder. Elas precisam de orientação, o que nos Correios os atendentes, atribulados com outras tarefas, não têm tempo para proporcionar”, sustenta Beth.
Para ela, é preciso dar vez ao corretor de seguros. Se isso fosse realmente levado ao pé da letra, ela acha que o DPVAT não estaria entregue, na proporção em que está, aos intermediários. Ela acredita que até as tentativas de fraudes muito provavelmente aconteceriam em menor escala. “O corretor verifica documentos, faz consultas à seguradora, quando há dúvida. Se estiver tudo certinho, então só aí ele despacha o processo de sinistro”, comenta Beth Nakao.
Nessa seara, ela conta ainda ter ficado chateada com um caso em que auxiliou uma segurada, para a qual cumpriu todos os procedimentos, com tudo feito corretamente. Só que o caso em referência, segundo ela, já estava cadastrado em outra seguradora, levado através de um intermediário, e gerado um número de sinistros, com documentação pendente. “Acontece que a segurada não me informou sobre o atendimento anterior. Acabei trabalhando para um outro receber a remuneração. Tem algo errado, não é justo”, desabafa Beth Nakao.
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